O Senado aprovou nesta terça-feira, 31 de agosto, o #Impeachment de #Dilma Rousseff que agora foi definitivamente afastada da Presidência do Brasil. O afastamento foi aprovado por 61 votos a 20, não havendo abstenções. 

O resultado da votação foi comemorado com aplausos pelos aliados de Michel Temer, que deverá tomar posse no Senado às 16h de hoje. O anúncio foi feito pelo presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), Ricardo Lewandowski, que foi o responsável por comandar o processo que teve início na última quinta-feira (25).

Os senadores irão decidir ainda se Dilma Rousseff perderá os direitos políticos por oito anos.

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Após o seu afastamento definitivo, a ex-presidente perde regalias referentes ao cargo, como a residência oficial e o avião presidencial, mas terá direito aos benefícios concedidos aos ex-presidentes desde o ano de 1986.

Com o afastamento de Dilma, é a segunda vez que um presidente perde o mandato no processo de impeachment. O primeiro foi Fernando Collor, que deixou o cargo no mesmo processo, ano de 1992.

O processo de impeachment começou a tramitar no começo de dezembro de 2015, quando o então presidente da Câmara do Deputados e também, um dos maiores adversários políticos de Dilma, Eduardo Cunha (PMDB-RJ) aceitou o pedido. Os autores acusaram Dilma de ter cometido crime de responsabilidade fiscal e elencaram fatos que ocorreram anos antes, porém o processo segue adiante apenas com as denúncias relativas a 2015.

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Entre as acusações estavam a edição de três decretos de crédito sem a devida autorização do poder Legislativo e em desacordo com a meta fiscal da época, as chamadas pedaladas fiscais, que consistem no atraso do repasse de recursos do Tesouro ao bancos públicos atribuídos a pagar benefícios sociais.

A última fase do processo que começou na última quinta e se estendeu até hoje contou com a pronuncia da própria presidente, senadores, testemunhas e advogados de ambas partes. A votação que decretou a saída em definitivo de Dilma do cargo ocorreu de maneira nominal em painel eletrônico #Julgamento do Impeachment