O processo de impeachment em sua fase derradeira, prestes a um desfecho no Senado Federal, aumenta de modo substancial, o risco de, se vier a ser confirmado em plenário do Senado, o afastamento definitivo da presidente afastada Dilma Rousseff, se tornar algo extremamente sombrio para ela, de acordo com as investigações que se aprofundam cada vez mais, na Operação Lava-Jato e no Supremo Tribunal Federal (STF).

Os planos pós-cassação da presidente afastada, poderão ser alterados, já que a mesma não possuirá foro privilegiado, a partir da confirmação definitiva de seu impedimento do cargo de presidente da República.  #Dilma Rousseff enfrenta o auge de sua fragilidade e as preocupações da petista vão muito além do que deixar o Palácio do Planalto através das portas dos fundos.

Publicidade
Publicidade

#Lula também na mira da Justiça

O ex-presidente da República, Luiz Inácio Lula da Silva, também enfrenta processos e indiciamento, a partir das investigações do Ministério Público Federal no STF. Lula não possui foro privilegiado e já foi implicado no mega esquema de corrupção de desvios bilionários provenientes dos cofres públicos da maior estatal brasileira; a Petrobras.

O procurador-geral da República, Rodrigo Janot, recomendou ao Supremo Tribunal Federal, através do ministro Teori Zavascki, que abrisse inquérito para apurar as suspeitas de que a presidente afastada tenha cometido crime de obstrução da Justiça se utilizando de seu cargo. Teori, de pronto, atendeu ao pedido do procurador. De acordo com as investigações, Dilma atuou para tentar impedir a delação premiada do ex-senador Delcídio do Amaral, além da tentativa de nomeação de Lula a ministro, com a intenção de evitar que ele caísse nas mãos do juiz Sérgio Moro, que comanda a Operação Lava-Jato, a partir dos processos de primeiro grau.

Publicidade

Com o acirramento das acusações contra a presidente afastada, aumenta-se de modo exponencial a mudança de planos de Dilma, que anteriormente planejava passar aproximadamente oito meses no exterior, porém, com o aprofundamento das investigações do Ministério Público Federal, terá que se deparar com a Justiça brasileira. Já no processo de impeachment, Dilma responde por crime de responsabilidade, devido à assinatura de decretos presidenciais, sem o consentimento do Congresso Nacional, e através das pedaladas fiscais, em se tratando da utilização de operações de crédito para "maquiar" a real situação das contas públicas do País. #Lava Jato