Nesta quinta-feira, 25, um novo episódio da política carioca ganhou contornos circenses. O deputado Flavio Bolsonaro, candidato ao cargo de prefeito no Rio de Janeiro, passou mal no primeiro debate dessa Eleição, na cidade. Ele responderia à primeira pergunta do debate promovido pela TV Bandeirantes, quando teve o mal-estar. O que se viu a seguir foi um circo de horrores. Flávio foi amparado por dois rivais. Um deles, Jandira Feghali, do Partido Comunista do Brasil, é médica. Ela se ofereceu para ajudar o rival, mas o pai dele, o deputado federal #Jair Bolsonaro, do PSC, não aceitou. Ele chegou a dizer que a comunista poderia dar veneno ao filho.

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Ela, por sua vez, começou a gritar bem fora do tom dizendo que Jair era réu do estupro. 

“Essa médica de araque não. Ela vai dar estricnina para meu filho”, disse o deputado recordistas de votos e que é considerado pré-candidato à presidência em 2018, podendo, no entanto, não disputar as Eleições por conta de uma possível decisão contrária do Supremo Tribunal Federal (STF).  Em entrevista dada nesta sexta-feira, 26, à Revista Veja, o deputado federal voltou a atacar Jandira, relatando que não pode aceitar nada de comunista. Ele ainda acusou Feghali de apenas tentar ser uma boa moça. A Comunista usou o incidente politicamente no debate, citando que Jair não aceitou que ela socorresse o filho. O destempero de ambos foi bastante criticado na internet. 

Na nova entrevista, Bolsonaro Pai insinua que Jandira representa o mesmo que a suástica com sua foice e martelo, comparando-la aos nazistas.

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Ele informa ainda que tem um projeto de lei que quer proibir o símbolo comunista no Brasil, dizendo que a ideologia de esquerda matou milhões de pessoas por todo o mundo. Ele ainda zombou do próprio filho, que quase desmaiou ao vivo. Segundo Jair, Flávio teve muitas reuniões e tem passado muitas horas na rua.

Jair disse que o candidato estava muito tempo e detonou. "Acabou dando uma brochada na largada”, contou o político não poupando as ironias para ninguém.  #Eleições 2016