Nesta terça-feira, 30, continuou mais um dia do julgamento da presidente afastada Dilma Rousseff no Senado Federal. Ao todo, 65 Senadores estão inscritos para falar. Além deles, os advogados de defesa, José Eduardo Cardozo, e de acusação, Janaína Paschoal, tiveram tempo para fazer seus últimos argumentos. A professora de direito da Universidade de São Paulo (USP), que há nove meses acompanha o processo de deposição da companheira política do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva, chegou a chorar durante o discurso. Janaína chegou a pedir desculpa, pois sabe que Dilma está muito triste, mas que faz isso pelos netos dela, para que esses não tenha vergonha do Brasil no futuro. 

Paschoal ainda questionou as razões pelas quais o governo Dilma Rousseff não realizou, ainda em 2014, cortes de gastos que eram "sabidamente necessários".

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Para ela, se isso tivesse acontecido, a gestão da petista não teria conseguido maquiar as contas no ano de 2014 e inflar valores referentes a programas sociais, com objetivo de vencer a eleição daquele ano. "Sem isso, a fraude não teria dado certo", declarou a representante da acusação.

Segundo a advogada de acusação, o processo de impedimento é uma espécie de remédio para o Brasil, mas que se Dilma tivesse feito o correto, ele não seria necessário acontecer. O Brasil vive uma das suas piores fases na economia, quando o desemprego já atinge índices próximos aos 12%. Isso significa que de cada 100 brasileiros em idade para trabalhar, pelo menos 12 dizem que estão à procura de emprego, não recebendo nada para realizar qualquer outra atividade. 

Paschoal ainda negou mais uma vez que o processo de #Impeachment seja um golpe de estado.

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Ela argumentou que toda a deposição não somente está prevista na Constituição Federal, como também tem sido acompanhada pelo Presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), Ricardo Lewandowski. Ela voltou a se desculpar com Rousseff por todo o sofrimento que possa ter causado, mas que isso é necessário para melhorar o Brasil.  #Janaína Paschoal #PT