Nesta segunda-feira, 29, por mais de 14 horas, a presidente afastada Dilma Rousseff, do Partido dos Trabalhadores (PT) se defendeu contra o julgamento do processo de #Impeachment, que nas próximas horas pode acabar com sua deposição. Depois de responder a 46 dos 81 Senadores, a petista respondeu à advogada de acusação Janaína Paschoal. Durante a resposta, no entanto, já cansada pelas tantas horas de respostas, Dilma trocou as bolas várias vezes, chamando Paschoal de Senadora e não advogada.

Em seguida, o advogado de defesa, José Eduardo Cardozo, preferiu não fazer qualquer questionamento, deixando o tempo que Dilma achasse melhor para terminar sua despedida.

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Às 23h47, faltando apenas 13 minutos para terminar o dia e entrar na madrugada da terça-feira, 30, Rousseff terminou mais uma vez pedindo apoio aos Congressistas contra o que chama de "golpe parlamentar". 

Presidente da sessão teve trabalho até o fim 

Ao terminar a sessão, o presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), Ricardo Lewandowski, precisou mais uma vez pedir educação a todos, já que ali era um julgamento. Parte dos apoiadores de Dilma a aplaudiam, enquanto os opositores ensaiavam uma vaia. É bom lembrar que após o processo de impeachment da presidente afastada, o Ministro se aposentará da mais alta corte do país. 

Respostas à acusação

Questionada pelo advogado Miguel Reale Jr., representante da acusação, sobre a emissão de decretos de créditos sem a autorização do Congresso e sobre reuniões sobre os decretos com ministros e secretários, a presidente afastada, #Dilma Rousseff, afirmou que a abertura do crédito não afeta a meta de contingenciamento, apenas substituindo a destinação de despesas que já estavam limitadas.

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Eu não entendo como estamos discutindo isso tanto tempo depois da Lei de Responsabilidade Fiscal." Ainda de acordo com Dilma, se fosse feito o contingenciamento de mais de R$ 90 bilhões "que só foi necessário no fim do ano", o país pararia em meados de 2015. "Nós estávamos enfrentando um momento em que as previsões de receita cairam, como ocorre agora." #PT