Nesta quarta-feira, a advogada de acusação do processo de impeachment da presidente afastada Dilma Rousseff, Janaína Paschoal, decidiu comentar o que vem sendo chamada de "carta de despedida" da petista. A professora de direito da Universidade de São Paulo (USP) teve um texto atribuído à ela publicado no site 'Bom Senso'. A jurista disse que o texto da representante do Partido dos Trabalhadores (PT) é bastante incomum, especialmente pela parte que pede que haja novas eleições, sendo que para isso ela precisa voltar para poder então sair do governo, o que não faz qualquer sentido político. Paschoal ainda disse que na Venezuela a democracia, na verdade, acaba sendo uma ditadura disfarçada. 

Não é a primeira vez que #Janaína Paschoal insinua que Dilma tenta dar um golpe às avessas, comparando-la com o presidente venezuelano Nicolás Maduro, um dos responsáveis pela maior crise política e econômica do país de esquerda.

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Paschoal, que ficou conhecida pelo seu jeito emotivo de defender as ideias, logo ganhou o apoio de internautas. Nas redes sociais, houve quem esculachou Rousseff. "Ela não sabe nem escrever. Esse texto sem sentido foi feito a várias mãos, demorou semanas para ficar pronto e não diz nada com nada", disse um brasileiro que demonstra não querer ver a presidente nem "pintada de ouro". 

Mais educada, Janaína disse que recebeu a "carta de despedida" como parte do processo de impeachment, dizendo que ela tem todo o direito de defesa. Apesar disso, reiterou que não concorda com os argumentos da companheira da política do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva. Segundo a advogada, Dilma teima em dizer que o processo contra ela está recheado de "falta de crimes", o que não seria verdade. Paschoal cita que está mais do que claro que houve o crime de responsabilidade.

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É bom lembrar que recentemente o Supremo Tribunal Federal (STF) autorizou que um inquérito fosse aberto contra Rousseff. Ela é acusada de tentar atrapalhar o trabalho do juiz federal Sérgio Moro, durante a Lava-Jato.  #Dilma Rousseff