O procurador-geral da República, Rodrigo Janot, decidiu recorrer nesta terça-feira, 02, a decisão do Ministro Dias Toffoli em mandar soltar o ex-Ministro do #Governo do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva, Paulo Bernardo, que cuidada da área do Planejamento da gestão do petista. O pedido de revisão da decisão foi enviado ao Supremo Tribunal Federal (STF).

O marido da Senadora do Partido dos Trabalhadores (#PT) Gleisi Hoffmann, do Paraná, foi preso em junho durante a 'Operação Custo Brasil'. A apuração é relativa a propinas que passaram dos 100 milhões de reais e que envolviam políticos e funcionários públicos, metidos em um esquema que tirava dinheiro de um crédito consignado oferecido a servidores públicos federais endividados. 

No pedido, de certa forma Janot acabou "desmascarando" a decisão de Toffoli, dizendo que o Supremo deve reformar a decisão, caso o Ministro não volte atrás em sua sentença.

Publicidade
Publicidade

A reclamação foi feita no número 24506. Segundo o Procurador-Geral da Repúblico, Toffoli violou o processo legal, antecipando indevidamente a possibilidade de habeas corpus para Paulo Bernardo. Janot ainda reclamou das manobras dos advogados do ex-Ministro do Planejamento de Lula, dizendo que esses tinham  como objetivo atrapalhar a questão dos recursos na justiça. 

A decisão do pedido contra Paulo Bernardo eclodiu rapidamente na imprensa, especialmente por ter partido de Janot, nome que já foi criticado no passado por blogs políticos por um suposto alinhamento ao então aparelhamento do estado, quando o governo estava nas mãos da presidente afastada Dilma Rousseff. O Supremo agora não tem um período máximo para responder aos pedidos do Procurador, mas a solicitação dele pode complicar a vida do marido de Gleisi Hoffmann.

Publicidade

Quando o marido foi preso em junho, a Senadora que tenta defender Dilma na Comissão do impeachment do Senado, usou o Facebook para manifestar sua tristeza pelo fato. Ela chegou a se ausentar de algumas sessões depois de ter o apartamento no Paraná periciado pela Polícia Federal.