Nesta quinta-feira (18), o Procurador Geral da República (PGR), Rodrigo Janot, solicitou ao Supremo Tribunal Federal (STF), que as investigações relacionadas às empresas suspeitas de participação com o esquema de #Corrupção na Caixa Econômica sejam direcionadas ao Juiz Sérgio Moro.

Dentre as empresas apontadas, estão o Grupo J&F, que abrange os extensos frigoríficos da JBS, a BR Vias do empresário da Companhia Aérea GOL, Henrique Constantino, além da Odebrecht Ambiental. A solicitação foi enviada ao relator da #Lava Jato, Ministro Teori Zavascki, para deliberação.

As acusações foram fruto da colaboração de Fábio Cleto, ex-presidente da CEF, que aderiu ao benefício de delação premiada chancelada pelo STF.

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Segundo Cleto, as empresas disponibilizaram pagamentos de vantagens indevidas (propina), em troca de facilidades de recursos do fundo de investimentos que faz alusão ao Fundo de Garantia por Tempo de Serviço (FGTS).

O ex-presidente da CEF se intitulou como um dos destinatários da propina, além do deputado Eduardo Cunha (PMDB-RJ), ex-presidente da Câmara dos Deputados, e Lúcio Bolonha Funaro, corretor de valores.  

Mesmo que o depoimento de Cleto não tenha relação com o esquema fraudulento ocorrido na Petrobras, o PGR demonstrou conexão à Lava Jato, consequentemente, a operação foi a responsável pela colaboração do ex-presidente da CEF, sendo assim, Janot sugeriu a competência do Juiz Sérgio Moro para investigar as empresas em evidência, uma vez citadas como "corruptores", para que fiquem a cargo da 13ª Vara da Comarca Federal de Curitiba, no Paraná-PR.

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Acompanhe algumas informações relevantes

A J&F foi acusada por Fábio Cleto de financiar pagamentos em troca de um "aporte de R$ 940 milhões para a Eldorado", vinculada ao grupo. O colaborador também revelou o envolvimento de Joesley Batista e o corretor Funaro, já indiciado.

Com relação as outras empresas suspeitas, presentes no rol de investigativo, destaca-se a Haztec, a BR Vias, a Aquapolo Ambiental, a Lamsa (representante da Linha Amarela S.A.), a Brado Logística e, por fim, a Moura Dubeux Engenharia.

Diante da prerrogativa de foro privilegiado do então deputado Eduardo Cunha, o PGR solicitou que as acuações sejam enviadas ao STF, para a abertura de inquérito para apuração dos meios em que Cunha recebeu as propinas.

A J&F ressaltou que as empresas integrantes do grupo estão à disposição e colaboram com Justiça. Enfatizou ainda que os interesses são coletivos, por isso, há solidariedade em contribuir com a autoridade investigativa.

Quanto à defesa de Eduardo Cunha, esclarece que a possibilidade de novo inquérito sugere a falta de provas concretas em desfavor do parlamentar.

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Já Funaro, informou que a origem do pedido fundamenta a ausência de provas.

A empresa BR Vias revelou que desconhece os fatos.  A Brado informou que as acusações não são desatualizadas, mesmo assim, instaurou uma auditoria interna. Enquanto as outras empresas não quiseram comentar.

Ademais, a Moura Dubeux Engenharia publicou que os acionistas comercializaram as suas participações desde 2013, na Cone S/A , desta forma, respondem de forma autônomas.

  #Sergio Moro