O juiz federal Sérgio Moro segue a frente da maior operação de combate à corrupção no Brasil; a Operação Lava-Jato, da Polícia Federal, a partir da décima terceira Vara Criminal de Curitiba, no Paraná. Moro decidiu a favor da soltura do publicitário que trabalhou durante as campanhas petistas para presidência do País, de Dilma Rousseff e Luiz Inácio Lula da Silva. Trata-se de despacho assinado pelo juiz Moro nesta segunda-feira (01), que concede liberdade a João Santana e Mônica Moura.

Comparações de Moro

O juiz Sérgio Moro foi enfático em sua decisão de soltura do casal de publicitários: "há a necessidade de censurá-los pela naturalidade e desfaçatez, em alusão a pagamentos recebidos e não declarados pela campanha de 2010 à presidência, de Dilma Rousseff, o chamado caixa 2, conforme dito em depoimentos pelos próprios envolvidos", ressaltou o magistrado.

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Moro ainda comparou o casal de publicitários a ladrões de banco: "se um ladrão de bancos afirma em juízo tendo como álibis que outros também roubam a bancos, isso não significa dizer que haja diferença em relação à sua culpa", concluiu o juiz.

Sérgio Moro criticou duramente a prática de caixa 2 no Brasil e afirmou que a recorrência desse crime em campanhas eleitorais poderia justificar medidas mais severas para que acarretassem a interrupção desses atos. Moro foi contundente, em relação ao caixa 2: "isso é trapaça e algo de enorme gravidade, pois, pode afetar todo o processo político democrático, tornando-se algo que não deve ser subestimado", ressaltou o juiz federal.

A revogação da prisão preventiva de João Santana e de sua esposa Mônica Moura, teve como amparo na decisão de que não haveria mais a necessidade de se manter os acusados presos, contando que não seja momento de avaliar a culpa dos mesmos.

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Ainda segundo Moro, torna-se inviável a conclusão de que o casal de publicitários tivesse ciência de toda a origem espúria dos recursos recebidos. Tanto Santana quanto sua esposa, admitiram que mentiram em depoimentos anteriores e dessa forma, revelaram o recebimento de US$4,5 milhões, porém, negaram que o dinheiro recebido seria proveniente de desvios dos cofres públicos, através de esquema de distribuição de propinas da Petrobras. #SérgioMoro #Lula #Lava Jato