O tempo fechou. Depois que o Ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), #gilmar mendes, criticou investigadores da Lava-Jato, do Ministério Público e dizer que o cemitério está cheio de heróis, a Associação dos Magistrados Brasileiros (AMB), principal entidade da toga, decidiu se posicionar e mostrar que dará todo o seu apoio a Sérgio Moro. A nota da entidade foi divulgada nesta quarta-feira, 24, e lembra que Gilmar Mendes sequer é juiz de carreira. Além disso, a AMB acusa claramente Mendes de militar contra a principal investigação no país. De acordo com a coluna Radar, da Veja, Mendes deve abaixar o tom depois de provocar a ira dos próprios colegas magistrados. 

A AMB diz ainda que o Ministro da mais alta corte do país utiliza a pauta do próprio aumento de remuneração como intenção de decretar o fim da Lava Jato.

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Gilmar havia criticado em entrevista o subsídio dado a algumas entidades estaduais, que chegariam a um único juiz ultrapassar os R$ 100 mil. Ele argumenta que isso não deveria ser possível, já que o teto do judiciário são os salários dos Ministro do #STF. “O cemitério está cheio desses heróis”, complementou o polêmico jurista ao comentar também a divulgação de uma suposta delação do empresário Léo Pinheiro, ex-executivo da OAS, na qual Dias Toffoli, também do Supremo, acaba sendo citado. 

A entidade dos magistrados diz que é lamentável ver alguém da posição de Gilmar militar contra uma investigação. Critica ainda o fato de Mendes defender o financiamento por parte das empresas de campanhas eleitorais e diz que ele estaria tirando o crédito de medidas contra a corrupção propostas pelo Ministério Público e que agora tramitam no Congresso Nacional.

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AMB diz que o mais correto seria Mendes ajudar no aprimoramento de tais medidas. 

A organização dos juízes ressalta também que o comportamento do Ministro é inadmissível e que não vai deixar barato. “Não serão aceitas manifestações deselegantes e afrontosas", diz a nota.  O fato de Mendes não ser um juiz de carreiro soa como descrédito na nota. Antes de chegar ao STF, ele foi procurador-geral da República e chefe da Advogacia-Geral da União. Gilmar recebeu a indicação para a corte mais alta do país no final do governo de Fernando Henrique Cardoso, do PSDB.