O primeiro dia do julgamento de Dilma Rousseff começou com tumulto, após o senador Lindbergh Farias, do PT, utilizar sua oportunidade de fala para criticar o presidente da Casa, Renan Calheiros, pelo mesmo ter se encontrado com o presidente em exercício do Brasil, Michel Temer.

Lindbergh disse que Renan não tinha que ter se encontrado com Temer, insinuando que havia algum acordo entre ambos para acelerar o #Impeachment de Dilma. Em contrapartida, senadores da oposição rebateram o petista, alegando que enquanto Renan se encontrava com Dilma, nunca houve um questionamento do mesmo, mas bastou que houvesse um encontro com Michel para ele se sentir ofendido.

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Também houve a justificativa de que Renan, como presidente do Senado Federal, tenha de se encontrar com presidentes de outros órgãos, inclusive, o da república. Ao ouvir as respostas da oposição, os senadores que integram a defesa da presidente #Dilma Rousseff, tentaram interromper as falas, alegando questões de ordem baseadas no artigo 14 do regimento interno.

Ricardo Lewandowski, presidente do Supremo Tribunal Federal e que preside o julgamento de Dilma Rousseff, pediu que houvesse calma e respeito por parte dos senadores, alegando que não aceitaria perguntas repetitivas dos parlamentares ali presentes. Lewandowski também rebateu Lindbergh, alegando que o rito do julgamento tem uma data de início, mas não possui uma data definida de encerramento, logo, não cabe ao mesmo afirmar que Renan, Temer ou qualquer outra pessoa estaria definindo o término do julgamento de Dilma.

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Antes da sessão iniciar, quando os senadores eram entrevistados logo na entrada do Congresso, Lindbergh Farias afirmou que ele e a antiga base de governo de Dilma, iriam apresentar muitas questões de ordem a fim de tentar reverter o impeachment, além disso, também voltou a afirmar, que o atual processo é um golpe político contra a presidente afastada.

Discurso semelhante foi dito por alguns outros senadores, logo que chegavam para ocupar os seus lugares no Senado Federal. Dilma Rousseff estará presente no seu julgamento, no próximo dia 29 de agosto. O horário exato ainda não foi divulgado por Lewandowski ou pela equipe que assessora a presidente afastada. #Julgamento do Impeachment