Tudo foi preparado para o grande dia, (29), onde a presidente afastada #Dilma Rousseff (PT) prestou depoimento para tentar se salvar de sua retirada da Presidência da República. A petista começou a falar ao microfone na manhã dessa segunda-feira e seu discurso envolveu algumas críticas ao governo de Michel Temer. Dilma criticou o presidente interino afirmando que o seu governo ‘menospreza’ negros e mulheres, quando, segundo ela, o mesmo não se preocupou em dar oportunidade a essas pessoas. Dilma também falou sobre os seus projetos quando esteve governando o país e, nesse momento, emocionou-se e deixou cair lágrimas.

Na plateia estavam algumas figuras públicas como artistas e políticos defensores do PT.

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Dentre esses, estava o criador de Dilma Rousseff, Luiz Inácio #Lula da Silva, que acompanhou o depoimento da petista com atenção. Ela voltou a afirmar que o deputado Eduardo Cunha (PMDB-RJ), afastado da presidência da Câmara, de golpista, por ter aceitado o documento que daria início ao seu processo de #Impeachment. Por outro lado, acompanhando o discurso de Dilma, estava Aécio Neves (PSDB-MG), que havia dito, um dia antes, que não hesitaria em jogar pesado caso ela chamasse os senadores da direita política brasileira de golpistas.

Já do lado de fora do Senado, foi criada uma cena para que partidários da esquerda não se confrontassem com os defensores da direita. Foi feito uma espécie de ‘muro’ separador para que se pudesse dividir apoiadores e opositores do processo de impeachment da presidente afastada.

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Isso também aconteceu dentro do Senado, nas galerias, onde houve a mesma separação. De um lado se encontravam os convidados da acusação e do outro estavam os convidados da defesa. No meio disso tudo, estavam os jornalistas brasileiros e estrangeiros.

O processo de impeachment começou ainda no mês de dezembro do ano que passou, 2015, e, agora, chega a sua parte final, ou, julgamento final, com, pela primeira vez, a presença da acusada. Após o depoimento da presidente afastada, começará então o tão esperado momento da votação para saber se ela fica ou se sai definitivamente do Palácio do Planalto.