Em resposta aos advogados de defesa de Cláudia Cruz, esposa do deputado afastado #Eduardo Cunha (PMDB-RJ), o Ministério Público Federal (MPF) de Curitiba rejeitou o pedido de retirada do processo em que ela é acusada de participar do esquema de #Corrupção dentro da #Petrobras da Vara do juiz Sérgio Moro naquela cidade. As alegações da defesa, que tentam inocentar sua cliente, não foram aceitas pelos promotores que decidiram pela permanência do processo na mesma jurisdição.

A participação de Cláudia Cruz no esquema de desvio de valores da Petrobras 

De acordo com os procuradores da Lava Jato, a participação da esposa de Cunha nos desvios da estatal pode ser facilmente comprovada através das inúmeras evidências já catalogadas pelas investigações.

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Segundo as provas, ela teria sido a responsável por gastar todo o dinheiro que seu marido teria recebido pela intermediação de contratos da Petrobras em exploração de campos petrolíferos em Benin, país da África.

De acordo com a decisão dos procuradores, a tese de que a esposa de Eduardo não tem relação com os esquemas de corrupção não pode ser considerada, haja vista que ficou provado que toda a propina teria sido repassada imediatamente para uma conta bancária em nome dela. Os advogados usaram este argumento para pedir que o processo saísse das mãos de Moro e fosse para algum juiz no Rio de Janeiro, domicílio da sua cliente. 

Segundo os investigadores, Cláudia Cruz seria uma das beneficiárias de uma conta na Suíça (Kopek) e teria recebido valores oriundos da 'transação'. Segundo as informações, este teria sido o destino final dos valores desviados.

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A partir destes dados e com o relatório geral dos gastos feitos pela mesma em compras de artigos de luxo no exterior, teria ficado fácil deduzir o real envolvimento da acusada no crimes de evasão de divisas e lavagem de dinheiro. Estes seriam os motivos dos processos que estão em curso na comarca de Curitiba. 

Os advogados ainda tentaram justificar a movimentação financeira de sua cliente. Eles afirmaram que os valores depositados e que são citados pelos procuradores teriam sido feitos a partir de 2011, enquanto Cláudia só teria movimentado a sua conta até o ano de  2009.

Para o MPF, a movimentação financeira da mulher de Cunha nos bancos suíços teriam sido originadas também de transferências de outras contas, inclusive uma que seria controlada pelo próprio Cunha no banco Orion, daquele mesmo país.

A defesa da jornalista declarou ainda que o pedido de retirada do processo de Curitiba foi baseado na própria decisão do STF, divulgada no início deste ano, em que foi considerado o fato de que Cláudia teria agido de forma independente, sem qualquer tipo de relação com as atividades desenvolvidas pelo seu marido.