O Ministério Público Federal publicou nesta sexta-feira, 05, um documento que bate bastante forte no ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva. A documentação foi assinada no dia 03, mas só agora foi divulgado via imprensa. Uma das manifestações no documento que tem mais de 70 páginas informa como o companheiro da presidente afastada Dilma Rousseff teria lavado dinheiro do povo brasileiro. A revelação chocou os brasileiros, mesmo depois que o político já tinha muitas acusações, como a que o tornou réu por obstruir investigações. 

Uma das manobras que o petista é acusado é usar a construção de uma cozinha de luxo em um sítio em Atibaia, São Paulo, para fazer a lavagem de dinheiro.

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Os investigadores indicam que a propriedade seria do petista, mas ele nega. A reforma do local teria sido feita pela empreiteira Odebrecht, uma das principais investigadas na Operação Lava Jato, operação que apura os desvios de verbas da principal estatal brasileira, a Petrobras. 

Defesa a trabalho de juiz da Lava Jato

A coordenação da reforma do sítio em Atibaia, segundo a procuradoria, teria sido coordenada pelo amigo pessoal de #Lula, o pecuarista José Carlos Bumlai. O texto diz ainda que o juiz federal Sérgio Moro, que coordena a Lava-Jato, tem total condições para fazer o julgamento de Lula.

O ex-presidente tem feito apelos na Justiça federal, no Supremo Tribunal Federal (STF) e até na Organização das Nações Unidas (ONU) contra o magistrado, alegando que esse agiria com falta de imparcialidade e realizaria até atitudes ilícitas para conseguir provas.

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De acordo com Lula, Moro está aliado com a oposição e a mídia nacional com o objetivo de impedir que ele seja candidato à presidência em 2018.

Imóvel polêmico 

O Ministério Público diz claramente que há provas de que Lula agia ativamente no esquema de corrupção da Petrobras e de que ele é mesmo o dono do sítio em São Paulo. O imóvel, no entanto, está em nome de Fernando Bittar e de Jonas Suassuna, amigos do petista e sócios do filho dele, o Lulinha.  #PT