Sem dúvida que as próximas revelações asseguradas pelo benefício de delação premiada deverão abalar a população brasileira e, principalmente, o Supremo Tribunal Federal (STF). Dessa vez, um dos empreiteiros acusados na operação #Lava Jato, o executivo José Aldemário Pinheiro Filho, mais conhecido por Léo Pinheiro, presidente da OAS, resolveu, de forma clara e sucinta, citar o nome do atual Ministro Antônio Dias #Toffoli, em sua colaboração para com a Justiça.

Ao abordarmos a situação proposta, sugere que falemos rapidamente sobre a Lava Jato, ou seja, da operação responsável pelas investigações do maior escândalo ocorrido na Petrobras, que se tornou referência nacional e internacional pela sua eficiência em solucionar crimes relacionados à #Corrupção e lavagem de dinheiro.

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A operação segue instalada em Curitiba, no Paraná, sob o comando do juiz federal Sérgio Moro.

Compreenda como aconteceu

Um editorial da revista "Veja" foi publicado revelando que o delator Léo Pinheiro, em um dos seus depoimentos, citou o nome do Ministro Antônio Dias Toffoli. Segundo o empreiteiro, foi exatamente em um encontro casual em que os laços de amizade estreitaram-se. Toffoli e Léo Pinheiro conversavam sobre assuntos sem tanta representatividade, quando, de repente, o Ministro, mencionou algo que lhe preocupava. Sem constrangimento, falou sobre a sua casa, com localização privilegiada na capital da república. O Ministro adiantou que precisava de uma reforma, pois, havia infiltrações e "problemas na estrutura de alvenaria", afirmou a revista.

Espontaneamente, o executivo Léo Pinheiro resolveu enviar uma equipe qualificada da própria OAS para o domicilio do então Ministro para examinar os eventuais problemas da residência.

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Diagnosticadas as avarias, inclusive, com relação à "impermeabilização da cobertura", mesmo ciente do custo elevado, solicitou que fossem feitos os reparos, agradando o Ministro.

Lembrando que ao ser questionado, Leo Pinheiro, em conformidade com a reportagem, informou que os gastos com a empresa de impermeabilização foram realizados por Toffoli. 

Ressalta-se que o conteúdo narrado faz parte de um dos tópicos da delação premiada do executivo, o qual deverá ser chancelado pelo relator da Lava Jato, Ministro do STF, Teori Zavascki.

Léo Pinheiro foi condenado pelos crimes de lavagem de dinheiro, além de organização perigosa. O empreiteiro deverá cumprir a sentença de dezesseis anos e quatro meses, salvo redução de pena, acolhendo todos os requisitos da delação premiada, como, por exemplo, a devolução do patrimônio adquirido com favorecimentos ilícitos, além de informar todas as diretrizes que tramitavam no esquema fraudulento de corrupção, sendo elas, fatos novos e verídicos.