O presidente da construtora Odebrecht, Marcelo Bahia Odebrecht, é um dos mais ardilosos integrantes do esquema de #Corrupção ocorrido nas dependências da Petrobras. Nesta segunda-feira (22), o juiz responsável pela Lava Jato (operação que investiga a fraude na estatal), determinou por meio de despacho o confisco da residência do empresário, avaliada em R$ 8,6 milhões.

Odebrecht teve a prisão decretada em 19 de junho de 2015. Logo em seguida, foi condenado a 19 anos e quatro meses de prisão, pela prática dos crimes de corrupção, lavagem de dinheiro e associação criminosa, conforme publicação do jornal "Correio Brasiliense". 

Marcelo ainda foi acusado conjuntamente com a construtora Andrade Gutierrez de injetar capital (propina), com valores bilionários os quais se aproximavam dos R$ 700 milhões, com a finalidade de favorecimentos ilícitos em contratos que alcançavam as mais diversas áreas do Governo Federal.

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Uma primeira determinação judicial já havia sido cumprida em novembro do ano passado pelo Ministério Público Federal (MPF). Já a deliberação do juiz Sérgio Moro foi despachada em abril desse ano, o qual embargou a residência do empresário avaliada em R$ 8,6 milhões, justificando-se o magistrado que Marcelo é "o principal responsável pelo pagamento de propinas", afirmou o jornal.

Dos bens de Odebrecht que foram confiscados estão os sete automóveis da família com valor estimado de R$ 688 mil. Ressalta-se ainda que Moro arrolou aos autos o valor de R$ 14,5 milhões em saldo em conta do empresário, ações e aplicações bancárias.

Entretanto, o MPF se encarregará de selar a delação premiada com o empresário, pois especula-se que o futuro delator resguarda informações de suma importância para desvendar todo o esquema fraudulento, envolvendo diversas personalidades políticas com foro privilegiado, em contrapartida, o conteúdo não poderá seguir o curso normal, ou seja, se por ventura alguma autoridade política  suspeita e no decorrer do trâmite processual for constatado a sua culpa, então, o acusado não ficará a cargo do Procurador Geral da República, Rodrigo Janot para eventuais denúncias, mas sim, sob a competência do STF.

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#Lava Jato #Sergio Moro