Novas delações premiadas estão sendo negociadas por Marcelo Odebrecht (Odebrecht) e o marqueteiro João Santana, na oportunidade, o Ministério Público Federal (MPF) discute a possibilidade de chancelar os possíveis acordos. Em decorrência do tramite processual, o juiz Sérgio Moro achou conveniente e suspendeu nesta sexta-feira (12), pelo período de duas semanas, as ações penais contra Marcelo Bahia Odebrecht e João Santana até a deliberação autorizativa do MPF.

Segundo informações de bastidores, os delatores devem anunciar com propriedade a participação de todos os envolvidos no esquema fraudulento de #Corrupção que funcionava dentro da Petrobras, além esclarecerem todos os fatos ocorridos com pagamentos e recebimentos patrocinados com vantagens indevidas (propinas).

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Mas as surpresas não param por aí, também foi registrado pela revista "Época", uma informação bombástica, ou seja, o suposto benefício de delação deverá ser estendido praticamente a todos os acusados, sejam presos ou aqueles que se encontram em liberdade que estão elencados no rol das investigações da Lava Jato, salvo consentimento do MPF.

A suspensão foi despachada em formato de audiência com a presença de três testemunhas, as mesmas são da parte acusatória do próprio processo vinculados a Construtora Odebrecht que respondem pelos supostos crimes de corrupção, lavagem de dinheiro e formação de quadrilha (organização perigosa), conforme a descoberta de um departamento localizado dentro da estatal responsável pelos pagamentos ilícitos.

Com relação ao marqueteiro de Luiz Inácio Lula da Silva e Dilma Rousseff, João Santana, o mesmo teve sua prisão decretada junto com a sua esposa Mônica Regina Cunha Moura em fevereiro, em decorrência da 23ª fase da #Lava Jato, a qual recebeu o nome de 'Operação Acarajé', ambos são acusados de omitirem contas no Banco Heritage na Suíça, com a titularidade da offshore Shellbill Finance S/A - empresa do Panamá.

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As operações tinham créditos da Construtora Odebrecht e do engenheiro Zwi Skornicki, que repassavam pagamentos caracterizados como propinas pela Polícia Federal (PF). O marqueteiro também se tornou réu de uma ação penal vinculada a Lava Jato e aguarda o aval para colaborar com a Justiça.

Por fim, Moro esclareceu que mesmo com a recomendação do MPF para não deliberar a favor da suspensão, o juiz, enfatizou decidiu que os autos devem permanecer suspenso "Ao cabo de duas semanas", concluiu o magistrado. #Sergio Moro