Pode ser dito que os capítulos da recente política do Brasil não estão sendo lidos somente internamente pela sua população, mas os acontecimentos têm gerado tantos comentários, que pode ser afirmar sem sombra de dúvidas, de que há “leitores” dessas páginas da história brasileira também no exterior. Uma comprovação clara de tal tese foi veiculada no último dia 26 de agosto por um dos jornais mais importantes do continente Europeu, que é o Le Monde da França, questionando através de editorial, o processo de #Impeachment imposto a presidente eleita com mais de 54 milhões de votos, #Dilma Rousseff. Enfim, tudo isso o que está acontecendo é um "golpe ou farsa", que vitimiza todo o povo brasileiro, escreve o jornal. 

A reportagem francesa não se faz de rogada em afirmar que “se esse não é um golpe de Estado, é no mínimo uma farsa”.

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Os jornalistas estrangeiros explicam ainda que o ex-presidente da Câmara dos Deputados, Eduardo Cunha, responsável por dar a largada no impeachment em toda a sua plenitude, está sendo acusado de corrupção ativa e de lavagem do dinheiro público, ou seja, parte da classe dos políticos brasileiros possui um discurso ilibado, mas que de fato não corresponde a prática no dia a dia

A matéria jornalística reitera que Dilma é julgada por um senado que tem um terço dos seus senadores as voltas de se explicar à justiça do país por causa de vários processos criminais, conforme atestado pelo site Congresso em Foco. Não se pode esquecer também que a Rede Globo foi uma das principais ferramentas da desestabilização política pela qual o Brasil passa, confirma o Le Monde. 

Em outras palavras, centenas de milhares de cidadãos brasileiros tomaram as ruas de algumas capitais dos países em meses recentes para criticar e combater o mal da corrupção; todavia, pode ser dito que não foi essa mesma corrupção a responsável pela queda de Dilma Rousseff, pois como um trecho da reportagem em francês diz: “pior: os próprios arquitetos de sua derrocada (da presidente Rousseff) não são santos". 

O que é algo totalmente antagônico e poderia parecer uma piada de mal gosto diante da análise fria dos fatos pode estar prestes a acontecer, que é a substituição da presidente Dilma pelo vice-presidente, Michel Temer, que está no poder no Planalto Central.

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A ironia reside na questão de que Temer encontra-se inelegível pelo período de oito anos, tendo ultrapassado de modo explícito o teto permitido no que se refere as tão cobiçadas doações de campanha, explica o periódico francês. 

Enfim, diante de uma explanação tão pontual e dissertativa, realmente, é provável de que os habitantes do Brasil sejam os atores e vítimas infelizes desse “golpe de Estado... as verdadeiras vítimas dessa tragicomédia política”, arremata observação no artigo do Le Monde.  #Senado Federal