O ex-presidente da empreiteira OAS, Léo Pinheiro, optou pelo silêncio em seu depoimento prestado hoje, dia 24, ao juiz Sérgio Moro, na Justiça Federal, em Curitiba. O empresário que já foi condenado pela Lava Jato, deveria prestar esclarecimentos na vigésima oitava fase, no processo que envolve nomes de alguns políticos como o senador Gim Argello e teve o direito de ser beneficiado com o possibilidade de contribuir com as investigações suspenso, após um pedido da Procuradoria Geral da República (PGR).  

Aproveitando o seu direito de ficar calado, Léo Pinheiro resolveu não abrir mão da prerrogativa e, diante do juiz Sérgio Moro, declarou que ficaria calado perante tudo que lhe poderia ser perguntado por uma orientação direta de seus advogados de defesa.

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O magistrado acatou tal decisão após tê-lo advertido de que poderia optar por tal conduta, mesmo antes da chamada oitiva ser iniciada.

A opção de não falar nada nos depoimentos poderá ter uma relação direta com o fato do acusado ter perdido o direito ao instrumento de delação premiada. Tal suspensão teria sido solicitada pelo procurador-geral da República, Rodrigo Janot. O membro de tal instituição teria se baseado no fato de que Léo Pinheiro teria desrespeitado o compromisso de manter sob sigilo tudo o que for declarado, inclusive, após a assinatura de um termo de confidencialidade, que faz parte do processo delatório. Segundo o procurador, certos trechos de suas declarações envolvendo um dos ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), Dias Toffoli, teria  'vazado' para a opinião pública.

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Com o fato, o empresário poderá ter mantida a sua condenação de 16 anos e quatro meses em regime fechado, proferido em primeira instância, pelos crimes de lavagem de dinheiro, #Corrupção ativa e formação de quadrilha.

Segundo as investigações da Polícia Federal (PF), na qual foi apreendido o aparelho celular do empreiteiro, os investigadores tiveram acesso a várias mensagens trocadas entre o mesmo e representantes do alto escalão do governo nas três esferas de poder, o legislativo, o executivo e o judiciário, além de autoridades e alguns políticos que faziam pressão constante para que fossem beneficiados com 'recursos' prometidos pelo empresário.   #Lava Jato #Sergio Moro