O interrogatório à #Dilma Rousseff continua gerando momentos de tensão entre os senadores. Após Dilma insistir em dizer que é vítima de um golpe e que o governo de Temer não é legítimo, o presidente do STF, Ricardo Lewandowski, pediu que ela não citasse o governo interino, mas que focasse sua resposta ao seu governo.

A orientação de Lewandowski veio logo após um discurso inflamado de Gleisi Hoffmann, que acusou os opositores de se unirem em uma ‘farsa’ política para derrubar um governo legitimo. Cerca de 20 minutos antes de Gleisi discursar, a senadora Vanessa Grazziotin acusou o PSDB de comprar o #Impeachment e de comprar a advogada e professora, Janaína Paschoal, para que ela apresentasse o pedido que desencadeou o impeachment.

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Tal acusação gerou tumulto entre os senadores.

Tanto Dilma, quanto seus defensores, mencionaram Eduardo Cunha inúmeras vezes, seja o acusando de ser o primeiro a promover o ‘golpe’, ou de estar governando o país através de Michel Temer.

Momentos que marcaram as primeiras horas da sessão

Logo que começou a sessão de julgamento de Dilma, Lewandowski salientou que era totalmente proibido qualquer manifestação a favor ou contra a presidente, seja através de vaias, cartazes ou faixas. Quando a presidente afastada começou a chorar, foi aplaudida pelos seus defensores, que por sua vez foram repreendidos pelo presidente do Supremo.

Ao final do discurso da presidente afastada, seus apoiadores quebraram o protocolo mais uma vez e a ovacionaram, fazendo com que a sessão fosse suspensa. No retorno das atividades do plenário, Dilma foi rebatida três vezes sobre sua acusação de sofrer um golpe.

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Ana Amélia e Aloysio Nunes foram os mais críticos na hora de evidenciarem fatos que mostravam que não houve golpe. Já ao senador José Medeiros, Dilma preferiu não responder a sua pergunta, escolhendo deixá-la para ‘outra oportunidade’ e se focando em outra fala para a sua defesa.

Acusações da defesa

Os senadores que defendem Dilma Rousseff fizeram várias críticas ao processo do impeachment, mas não entraram em um acordo sobre quem ‘está por trás do processo’. Lindbergh Farias acusou A TV Globo e a elite nacional de arquitetarem o ‘golpe’, Gleisi Hoffmann culpou o PMDB, Eduardo Cunha e Michel Temer e Vanessa Grazziotin, acusou o PSDB de comprar o processo e a advogada de acusação, Janaína Paschoal. Ao lado de Hélio Bicudo e Miguel Reale Junior, Janaína é coautora do pedido do impeachment acatado por Eduardo Cunha. #Senado Federal