A presidente afastada da República, #Dilma Rousseff, voltou a reforçar a tese do "golpe" e seu discurso no #Senado Federal, nesta segunda-feira, 29. Desde o início da manhã, ela está presencialmente na sessão do julgamento final que definirá o seu rumo político. Em sua fala, a petista garantiu que não cometeu crimes de responsabilidade, relembrou os sofrimentos da ditadura militar e salientou o apreço pela democracia.

Dentro do processo de #Impeachment em curso, Dilma é acusada de ter cometido as ditas pedaladas fiscais - atraso no pagamento a bancos públicos - e de ter editado decretos de suplementação sem a apreciação do Congresso Nacional.

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Embora Dilma tenha negado a autoria de crimes de responsabilidade, o líder do PSDB no Senado Federal, Cássio Cunha Lima, criticou o pronunciamento e descartou a possibilidade de reversão de votos entre os senadores.

"A presidente afastada Dilma Rousseff não trouxe ao debate nada de novo. Ela repetiu argumentos e teses que já estão sendo utilizados há vários meses. Dilma nega, de novo, a autoria dos crimes de responsabilidade. Mas ela os cometeu", afirmou Cunha Lima.

Dilma até demorou para mencionar a palavra, mas não terminou o seu pronunciamento final sem falar em "golpe". Ela voltou a se dizer vítima de um "golpe de estado", que beneficiará um "governo usurpador", em referência à gestão interina do seu ex-vice Michel Temer. Para Cunha Lima, o processo de impeachment que julga Dilma Rousseff é algo legítimo e previsto pela Constituição Federal.

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"Segundo o Artigo 85 da Constituição, é crime de responsabilidade impedir o funcionamento do Poder Legislativo. Ao qualificar como "golpe" esse processo, Dilma tenta impedir o funcionamento do Legislativo. Ao invés de tentar atenuar o seu quadro no discurso, ela apenas agravou ainda mais a situação que vive dentro do processo de impeachment. Por isso, ela será destituída pela grande maioria dos senadores do Brasil", ponderou o senador Cássio Cunha Lima. Dilma seguirá respondendo às questões dos senadores até o final desta segunda-feira.