Na noite dessa terça-feira, 30, o senador Lindbergh Farias subiu na tribuna para realizar o seu discurso final antes da votação que deve culminar com o #Impeachment de #Dilma Rousseff. O parlamentar elogiou a presidente afastada e disse se sentir orgulhoso da postura da mesma no dia anterior, quando foi interrogada por mais de 12 horas.

Lindbergh então citou os programas sociais do governo, que criou e aperfeiçoou privilégios para minorias, como negros e pobres. No decorrer de sua fala, disse que a elite brasileira nunca suportou a ideia de um morador de favela subir na vida e alcançar um lugar de destaque. Com isso, usou a medalhista olímpica, Rafaela Silva, para dizer que a mesma conquistou sua primeira medalha de ouro na Rio 2016, graças aos investimentos sociais do governo de Dilma.

Publicidade
Publicidade

O senador também falou dos negros que estão estudando graças às cotas raciais, entre outros benefícios criados ou mantidos pelo PT. Lindbergh ainda reforçou sua tese do golpe e mandou um recado para Dilma, orientando que ela durma tranquila, pois a história lhe reserva um lugar honroso. Também mencionou que a sessão que cassou João Goulard foi anulada anos depois e que espera que um dia, essa mesma sessão que aplica um ‘golpe’ contra a presidente afastada, seja anulada.

Momentos marcantes da sessão dos debates finais

Antes de Lindbergh discursar, momentos de destaque marcaram a sessão. Do lado da acusação, Magno Malta fez um pronunciamento que agradou aos senadores da Casa. Ronaldo Caiado declarou que Dilma foi desrespeitosa na última segunda-feira, 29, e que não respondeu aos questionamentos dos senadores.

Publicidade

Já Janaína Paschoal, advogada de acusação, chorou ao falar sobre o impeachment, desculpando-se pelo sofrimento causado à Dilma, ainda que involuntariamente. José Eduardo Cardozo, advogado de defesa, também chorou, mas nesse caso foi por não aceitar as declarações de Janaína.

O ex-presidente da república e atual senador, Fernando Collor de Mello, emocionou-se ao falar do processo de impeachment que passou em 1992. Leu notícias da época e afirmou que o seu caso foi completamente diferente do processo de Dilma Rousseff. O senador não declarou o seu voto, mas nas duas últimas votações também não o declarou, entretanto, votou a favor do impeachment, além de afirmar que alertou Dilma de que precisava se reconciliar com o eleitor e com o Congresso, ou sofreria um impeachment.

Collor não sofreu um impeachment em 1992, pois renunciou antes. O político foi punido com a perda dos direitos políticos e dois anos após a renúncia conseguiu provar sua inocência das acusações de era alvo. Se houver a consumação dos fatos nessa quarta-feira, 31, Dilma será a primeira presidente do Brasil a sofrer o impeachment. #Senado Federal do Brasil