Nesta sexta-feira, 26, começou o segundo dia do julgamento da presidente afastada Dilma Rousseff, do Partido dos Trabalhadores (PT).  Após uma confusão envolvendo os senadores rivais Ronaldo Caiado, eleito pelo Democratas de Goiás,  e Lindbergh Farias, do #PT do Rio de Janeiro,  o ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) e presidente da sessão final do processo de #Impeachment, Ricardo Lewandowski, pedIU para que os microfones fossem cortados. Não adiantou muito, a discussão continuou e o Senador que defende Dilma chamou Caiado de "desqualificado". Ricardo então fez uma ameaça de mandar prender o carioca por estar fazendo injúrias e calúnias, alertando que não poderia como presidente da sessão assistir a tudo calado. "Vou usar meu poder de polícia para exigir respeito mútuo e recíproco", disse o Congressista. 

Jornais estrangeiros classificam o que acontece no Brasil no Senado Federal como circo de horrores.

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O Le Monde, por exemplo, disse que os políticos se comportam como artistas em um grande espetáculo. Após Lewandowski suspender a sessão duas horas antes do previsto para a hora do almoço, muitos Congressistas continuaram no Congresso. Tanta procrastinação já faz analistas acreditarem que o processo possa terminar apenas no fim da próxima semana. Antes, a votação deveria acontecer até o final de agosto. Tem gente que já crava que a votação não termina antes da sexta-feira, 02. O presidente do Supremo, no entanto, avisou que os atrasos diários serão compensados na madrugada e se precisar, até no fim de semana. 

Ele decidiu tomar tal atitude depois que a acusação lembrou que os Congressistas petistas estão procrastinando tudo o quanto podem. Quem também acabou dando o que falar foi o presidente do Senado, Renan Calheiros, do PMDB de Alagoas.

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Ele protagonizou uma nova confusão no plenário. O duelo verbal ocorreu depois que o peemedebista pediu a palavra para reclamar da postura de Gleisi Hoffman, petista do Paraná. Ele lembrou que o marido dela foi preso há um mês, mas que ela alega que quem não tem moral são os colegas.