Um novo levantamento de opinião pública foi realizado pelo Instituto Vox Populli e divulgado nesta sexta (5), pela revista Carta Capital, que encomendou a pesquisa. Nos três cenários avaliados, #Lula (#PT), Ciro (PDT), Marina (Rede) e Bolsonaro (PSC) aparecem em todas as simulações, mudando apenas o candidato do PSDB. Em todos, Lula lidera as intenções de voto.

Além das intenções de voto, foram consultadas ainda as opiniões sobre novas eleições e impeachment. A pesquisa ouviu 1.500 pessoas, em 97 municípios, entre 29 de julho e 1º de agosto. A margem de erro é de dois pontos percentuais, para mais ou para menos.

No primeiro cenário, Lula aparece com 28% das intenções de voto, com Aécio em segundo (18%), Marina com 15%, Bolsonaro com 7% e Ciro com 6%.

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Outras opções (brancos, nulos, não sabem ou não quiseram opinar) somaram 27%.

Na segunda simulação, com Geraldo Alckmin, o PSDB não iria ao segundo turno.  Lula surge com 29% das intenções de voto, Marina com 18%, em segundo, Alckmin com 11%, em terceiro,  Bolsonaro com 7% e Ciro com 6%. Outras opções (brancos, nulos, não sabem ou não quiseram opinar) somaram 28%.

Em outra possibilidade, com o atual ministro das Relações Exteriores, José Serra, pelo PSDB, o partido também não iria ao segundo turno. Lula fica com 29% das intenções de voto, Marina com 19%, em segundo, Serra com 13%, em terceiro,  Bolsonaro com 7% e Ciro com 6%. Outras opções (brancos, nulos, não sabem ou não quiseram opinar) somaram 27%.

A pesquisa também apurou a simpatia e a rejeição pelos partidos: o PT é o partido com maior número se simpatizantes (12%).

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Mesmo assim, é também o mais rejeitado, com 27%. O PSDB é apontado por 4% de simpáticos. Segundo Carta, 75% revelaram não serem simpáticos a nenhum partido.

O que nos dizem os dados da pesquisa

Apesar da intensa campanha negativa que sofre na mídia, Lula ainda aparece com percentual próximo dos 30% das intenções de voto, a dois anos das eleições. Mostra que o ex-presidente ainda tem fôlego para uma disputa, se até lá não for impedido pela justiça.

Para o PSDB, o quadro é preocupante: com dois de seus maiores caciques, o partido não aparece com percentual capaz de ir ao segundo turno.

Marina mostra que continua detendo um grande capital político. Já o público que pretende apoiar Ciro ou Bolsonaro é fixo, firme, em todos os cenários.

Faltando ainda dois anos, muitas coisas poderão mudar para as próximas eleições presidenciais: por exemplo, se Lula for condenado, não poderá ser candidato e o PT terá que decidir entre lançar um outro nome ou apoiar um dos outros candidatos.

Impeachment e novas eleições

Quando questionados sobre o que seria melhor entre Dilma, Temer ou novas eleições, os resultados são os seguintes: 61% querem um novo pleito, 18% querem que Dilma volte, 17% querem que Temer fique e 3% não souberam ou não quiseram responder.

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Sobre se acham que Dilma vai sofrer impeachment, 68% dizem que "sim". Já sobre se p impeachment é a solução, 73% respondem que "não".

Quando questionados sobre o que acham de Dilma voltar e convocar novas eleições, 50% dizem "sim" e 38% dizem "não".

Sobre se são favoráveis ou não ao impeachment, 57% dizem que "sim" e 37% dizem que não. O Nordeste é a região que tem maior rejeição à deposição de Dilma.