O ex-presidente Lula declarou no última quinta-feira, dia 25, que o país deverá experimentar nos próximos dias um verdadeiro 'mergulho' no que ele classifica como uma semana da vergonha nacional. As declarações do petista foram publicadas pela Folha de São Paulo, neste mesmo dia e diziam respeito às etapas finais do processo a ser julgado no Senado e que poderá afastar definitivamente a presidente #Dilma Rousseff do cargo. Ele participou de um encontro com alguns trabalhadores da indústria naval na cidade de Niterói, no estado do Rio de Janeiro. 

No evento, que contou com a participação também das centrais sindicais, #Lula aproveitou para promover um ato em defesa da Petrobras e fez uma declaração de apoio à sua sucessora na presidência da República.

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Na sua concepção, ele afirmou que tal processo trata-se de um grande equívoco, pois tenta incriminar uma pessoa inocente, ao referir-se à Dilma.

Lula não poupou o próprio Senado, palco das últimas manobras pró-#Impeachment e afirmou que os seus principais componentes estariam deixando de honrar o compromisso dado pelo voto de milhões de brasileiros na discussão dos graves problemas nacionais e estariam se ocupando, exclusivamente, de uma pauta que soa como uma vergonha para a classe política nacional. No discurso, que durou aproximadamente trinta minutos, o ex-presidente pôs em dúvida se tal processo seria legítimo. Ele acusou a todos os senadores de serem os responsáveis por 'rasgarem a própria  Constituição Brasileira' ao permitirem tais manobras.

O ex-presidente também direcionou as suas críticas a ex-aliados seus que apoiam o impeachment na atualidade.

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São eles, o filho do ex-governador do Rio de Janeiro, Sérgio Cabral, Marcos Cabral, o atual prefeito, Eduardo Paes e o senador Marcelo Crivella (PRB-RJ). Com relação a este último, Lula chegou a demonstrar um visível desapontamento ao acusá-lo de traição. O parlamentar é candidato a prefeito do Rio de Janeiro nas eleições deste ano.

Em relação à Lava Jato, o ex-presidente criticou aqueles que se dizem delatores e, diante da Justiça, contam um monte de mentiras e depois voltam para casa para fumar seus charutos importados como se nada tivesse acontecido.

Nesta mesma ocasião, ele aproveitou para atacar o presidente interino Michel Temer e o acusou de incompetência ao  ocupar o cargo. Ele afirmou que o governo atual está tramando para entregar as empresas estatais para a iniciativa privada e reiterou as declarações de um dos líderes do MST,  Pedro Stédile, de que tanto o partido quanto os movimentos populares deverão ter pela frente dois anos de muita luta contra os que ele consideram golpistas. O evento, que contou com a participação do presidente nacional do Partido dos Trabalhadores (PT), Rui Falcão, serviu para que o próprio Lula deixasse indefinida a sua posição quanto à uma possível candidatura para presidente em 2018. Quando perguntado, ele simplesmente desconversou.