Neste domingo (28), o ex-presidente Luiz Inácio #Lula da Silva, chegou a Brasília com a finalidade de organizar e fortalecer o apoio à presidente afastada #Dilma Rousseff. A petista deverá comparecer ao Senado Federal nesta segunda-feira (29), a partir das 9 horas, para prestar depoimento pessoal referente ao processo de impeachment que tramita na Casa.   

Entenda os últimos acontecimentos

Logo que chegou à Capital, o ex-presidente Lula tratou de encontrar Dilma para pontuar todas as possíveis questões que venham ser elaborada pelos senadores favoráveis ao impeachment. No período da noite, Lula jantou com a presidente no Palácio da Alvorada em companhia de Rui Falcão, presidente do PT, os aliados MTST (Movimento dos Trabalhadores Sem Teto), do MST (Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem-Terra), Guilherme Boulos e João Pedro Stédile.

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Ainda estavam presentes ao jantar os ex-ministros Jaques Wagner (Casa Civil), Katia Abreu (Agricultura), Ricardo Berzoini (Secretaria de Governo) e Nelson Barbosa (Fazenda).

Segundo a publicação do jornal "Folha de S.Paulo", a presidente se programou para passar o dia discutindo todos os detalhes que eventualmente devem integrar a sessão, igualmente, contou com auxiliares para a preparação do conteúdo a ser administrado logo mais no interrogatório. A presidente deverá exercer a prática de todos os mecanismos de defesa, ou seja, deverá utilizar-se do prazo de 30 minutos, no plenário da Casa.

Ao mesmo tempo, novas estratégias estavam sendo discutida na residência da senadora Lídice da Mata (PSB-BA), em que a parlamentar Gleisi Hoffman (PT-PR) resolveu ligar para Dilma e indagar se estava confiante para a sabatina, Dilma respondeu estar "segura".

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No mesmo instante, a presidente, aproveitou para agradecer e cumprimentar a base aliada pela demonstração de fidelidade junto ao processo de #Impeachment. Em seguida os senadores aproveitaram a ocasião para felicitá-la. O telefonema durou aproximadamente de dez minutos.

A petista esclareceu por intermédio da publicação da revista "Veja" que não imaginou o período para a duração do depoimento, mas abreviou que vai esgotar o momento necessário, lembrando ainda que, talvez o interrogatório alcance a terça-feira.

O encontro contou com a participação dos parlamentares Humberto Costa (PT-PE), Lindbergh Farias (PT-RJ), Vanessa Grazziotin (PCdoB – AM), Paulo Paim (PT-RS), Jorge Vianna (PT- AC), Lídice da Mata, Randolfe Rodrigues (Rede – AP). Também estavam reunidos com o objetivo de elaborar a melhor tática para encerrar com vitória o interrogatório da presidente.

Por fim, a base aliada sugeriu que a presidente sensibilize a todos com um discurso sentimental, fazendo uma retrospectiva dos pontos positivos em sua gestão, levantando hipóteses de um plebiscito, sugerindo novas eleições e sem sombra de dúvida alertando sobre o 'golpe parlamentar' que está vivendo. Portanto, esse deverá se o teor do discurso de Dilma Rousseff.