A petição de Lula que busca ajuda do Comitê de Direitos Humanos da ONU contra o juiz da 13ª Vara Criminal Federal de Curitiba, refere-se a Sérgio Moro como um soldado ‘das Cruzadas’ que acredita na condenação de investigados por corrupção, através da realização de ações que violam os direitos humanos.

O documento ainda diz que o próprio juiz federal costuma ministrar palestras em que ‘estimula’ a hostilidade contra suspeitos poderosos de corrupção. Dessa forma, conforme entendimento de seus quatro advogados, com o apoio de uma multidão, a aceitação das acusações contra os investigados se torna mais fácil.

Justificativa pelo abuso de autoridade

Ainda no mesmo item da petição, é 'explicado' que Moro prende os investigados por tempo indeterminado.

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Também fala que os políticos que foram presos fizeram delações premiadas questionáveis, uma vez que só a fizeram para ficarem em liberdade. Além disso, diz que Sérgio Moro os mantém presos até que confessem seus crimes, fazendo-os sofrer descrédito público.

Os juristas não deixaram de citar as ligações grampeadas que foram divulgadas para a imprensa do Brasil, acusando o juiz de ter feito com que Lula e seus familiares parecessem pessoas ‘más’ para o público.

Por fim, a condução coercitiva que ocorreu no começo de março desse ano, é tratada como uma curta e ultrajante detenção que não possui previsão legal. Além disso, afirma que Lula sempre prestou ajuda voluntária em todos os pedidos de investigações, bem como apoiou que qualquer pessoa envolvida com corrupção fosse devidamente investigada.

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Petição cita propriedades investigadas

A petição cita propriedades do Guarujá e Atibaia, em São Paulo, que são investigadas pela Operação #Lava Jato. A descrição dos fatos diz que Lula não comprou o tríplex do Guarujá, bem como o sítio de Atibaia é de propriedade de amigos, mas que Moro insiste em ligá-lo ao uso e aquisição indevida dos imóveis.

Todas as páginas da denúncia apresentada afirmam que #Luís Inácio Lula da Silva é inocente e vítima da arbitrariedade de Moro, que por sua vez, seria ‘obcecado por promover-se na mídia’. #Sergio Moro