#Lula será denunciado por mais um crime nos próximos dias. O ex-presidente da república já responde criminalmente por falsidade ideológica, lavagem de dinheiro e obstrução da justiça. O indiciamento preparado pela força-tarefa da Polícia Federal, foca-se no maior esquema de corrupção do Brasil, o #Petrolão.

Lula será apontado como o líder do esquema, conforme o delator Delcídio do Amaral, já havia citado em sua delação há alguns meses. Além disso, os procuradores e delegados da #Lava Jato afirmam que possuem indícios de que Lula recebeu propina através das polêmicas propriedades do Guarujá e de Atibaia. O petista, por sua vez, nega ser o proprietário.

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Por enquanto, mesmo com o indiciamento, a força-tarefa não planeja pedir a prisão temporária de Lula. Enquanto não respondia pelos crimes que já foi denunciado, o ex-presidente passou alguns dias no nordeste realizando eventos em que acusa o governo de Michel Temer de não ser legítimo e chama os militantes para se oporem ao presidente.

Na quarta-feira, 10, poucas horas após 59 senadores votarem a favor do julgamento final de Dilma Rousseff, Lula se reuniu com deputados e senadores do PT, para chama-los para se opor as propostas do governo Temer. Também salientou que não acredita que Dilma retorne à presidência da república, pois ela não quer dialogar com os senadores, a fim de pedir aos mesmos que votem contra a sua saída.

Primeira denúncia e pedido de prisão

Há quatro meses, Lula foi denunciado por promotores do Ministério Público de São Paulo.

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Na ocasião, o petista foi acusado de lavagem de dinheiro e falsidade ideológica em investigação do Tríplex do Guarujá. Junto com a denúncia, os promotores pediram a prisão temporária de Lula.

No mesmo período, Dilma o nomeou como Ministro da Casa Civil, a fim de evitar que o mesmo fosse preso. Como o cargo de ministro possui imunidade, Lula não poderia ser preso, nem julgado pela justiça comum. Sua posse foi anulada por vários juízes em todo o país. A decisão de Dilma, entretanto, não foi tão frustrada quando muitos pensavam, pois conseguiu retardar o andamento das investigações, uma vez que os documentos processuais e inquéritos da Lava Jato, ficaram com o STF e a procuradoria-geral da União.

Recentemente, os autos do processo de São Paulo foram remetidos para Sérgio Moro, uma vez que a juíza do caso considerou que as acusações faziam parte das investigações já iniciadas pelo órgão federal.