A euforia tomou conta do ex-presidente Luiz Inácio #Lula da Silva, nesse fim de semana, tudo porque, apesar de um novo inquérito aberto em seu desfavor, o Ministro Teori Zavascki, do Supremo Tribunal Federal (STF), decidiu que as investigações correrão por conta da competência de Brasília, livrando, assim, o petista das mãos de Sérgio Moro (responsável pelo comando da operação #Lava Jato).

O pedido tem finalidade de investigar a possível participação de Lula e da presidente afastada Dilma Rousseff em crimes de obstrução da Justiça, os quais se referem a conversas gravadas ocorridas na época em que a presidente tentou nomear o petista para o cargo de Chefe da Casa Civil.

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Naquela ocasião, segundo a delação do ex-senador petista Delcídio do Amaral, a atitude proposta foi considerada uma tentativa clara e evidente de 'salvação', ou seja, Lula necessariamente não seria investigado em primeira instância, principalmente pelo juiz Moro.

No mesmo sentido, o Procurador Geral da República diante da autorização de abertura do inquérito logo remeteu um pedido ao Ministro, alegando e recomendando que as investigações ficassem a cargo de Moro em Curitiba, anexando-as aos desdobramentos da Lava Jato. 

Ao analisar a petição do PGR, Teori, decidiu enviar o inquérito para a capital da República, talvez pela condição do ex-presidente já possuir o status de réu em processo semelhante ao instaurado em Brasília, o que tranquilizou o petista.

Em nota, a revista "Veja" publicou que o Ministro, de forma sucinta, fundamentou a negativa ao PGR esclarecendo que "Nesse contexto, evidencia-se, em princípio, a inexistência de conexão", reforçando, ainda que, não há requisitos suficientes para encaminhar o inquérito atual a "13ª Vara Federal da Subseção Judiciária de Curitiba", informou a revista.

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O pedido formulado pelo PGR, segundo o editorial, sugere o envio do inquérito para ser anexado à operação Lava Jato. Janot baseou-se na delação premiada de Delcídio, que revelou a forma que Lula utilizou-se para manipular as “lideranças do Senado para persuadir e esvaziar a Lava Jato", ou seja, em momento anterior o ex-presidente Lula, Renan Calheiros (PMDB-AL) e Romero Jucá (PMDB-RR), encontraram-se na sede do Instituto do Partido dos Trabalhadores, na capital paulista e o petista tratou de convencer os líderes do Senado Federal a instalar uma comissão com a finalidade de controlar todos os trâmites da operação em Curitiba.

Várias são as personalidades politicas acusadas de barrar a Lava Jato, mas, exclusivamente o caso da presidente Dilma há duas colocações sendo que, a primeira foi um equívoco oferecer proteção ao ex-presidente Lula por meio de um termo de posse provisório. Quanto a segunda, faz referência ao ex-ministro Aluízio Mercadante quando tentou impedir a realização de um acordo de delação premiada do ex-líder petista do Senado  Delcídio do Amaral. Todos os acusados, salvo, Delcídio alegaram inocência e não confirmam participação no esquema criminoso.

  #Sergio Moro