O presidente da Venezuela, Nicolas Maduro, disse que a resposta do presidente da Turquia, Recep Tayyip Erdogan, está parecendo brincadeira de criança perto do que ele adotaria como forma de punição. "Vocês viram o que ocorreu na Turquia?", indagou Maduro em um programa venezuelano na noite de quinta-feira. "Erdogan parece um bebê de colo comparado com o que a revolução bolivariana fará se a direita passar da linha com uma possível tentativa de golpe", disse.

Após um fracassado golpe militar em julho, o governo de Erdogan deteve, suspendeu ou colocou sob investigação mais de 60 mil pessoas entre civis, militares e membros do Judiciário na Turquia.

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Desde que o mentor de Maduro, o falecido presidente Hugo Chávez, sobreviveu a uma tentativa de golpe apoiada pela oposição em 2002, a revolução que ele batizou com o nome do libertador nacional latino-americano Simón Bolívar vem atribuindo aos oponentes a intenção de retomar o poder através tentativa de golpe à força.

Maduro vê sua popularidade diminuindo cada vez mais em um cenário de redução do preço do petróleo e má administração econômica que levou um dos países mais rico das Américas a uma recessão profunda, o que desencadeou escassez de produtos básicos como arroz e remédios. A oposição planeja uma grande manifestação em Caracas (capital do país) no dia 1° de setembro de 2015 para exigir um referendo obrigatório cujo objetivo é abreviar o mandato de seis anos do presidente Maduro, que termina em 2019.

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Nicolas Maduro é ex-integrante da Liga Socialista da Venezuela e trabalhou desde jovem como maquinista no Metrô de Caracas. Enquanto trabalhava como condutor, começou sua carreira política tornando-se sindicalista não-oficial que representa os motoristas de ônibus do Metrô. Em 1998, Maduro passou a compor as fileiras do partido MVR (Movimiento V Republica) e se envolveu na vitoriosa campanha presidencial de 1998 em que Hugo Chávez foi pela primeira vez eleito presidente da Venezuela. Em 2000, foi eleito deputado da Assembleia Nacional, cargo pelo qual foi reeleito nas #Eleições legislativas de 2005. #Mercosul #ONU