O jornal 'O Globo' trouxe na edição deste domingo, 21, o que seriam os depoimentos de representantes da empreiteira Odebrecht em razão de uma negociação premiada na Lava-Jato, a operação que apura os desvios de corrupção da maior estatal brasileira, a Petrobras. Nos depoimentos, a empreiteira diz que pagou "só" R$ 200 milhões em propina para o Partido dos Trabalhadores (#PT), legenda apoiada pela presidente afastada #Dilma Rousseff e do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva. As negociações teriam acontecido sob o intermédio do ex-Ministro da Fazenda do governo Dilma, Guido Mantega.

Propina supostamente ajudada por Mantega

A propina era paga como um suborno para ter a facilitação de contratos da Odebrecht no Brasil e no exterior.

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Em troca, o governo federal apoiava a empresa, diminuindo do imposto de renda até usando a desoneração da Folha de pagamentos. Caso as provas do que os delatores dizem se confirmem, o ex-Ministro da Fazenda pode virar alvo central da Lava-Jato por ter supostamente causado dano ao erário, prejudicando a própria receita federal, um dos braços de seu então Ministério. Quem comandava o setor que ajudava as relações entre a empreiteira e o governo federal é Hilberto Silva, que dirigiu a empresa. 

O lado negro do PT e as negativas de sempre

O Ministro não comentou as informações dadas pelo 'Jornal o Globo' e as supostas delações. No entanto, não é a primeira que acusações de que o PT teria sido beneficiado por corrupção ajudada pelo governo federal ganham a mídia. O ex-marqueteiro da legenda, João Vaccari Neto, foi um dos que confessou que a campanha de Rousseff teria sido bancada por 'Caixa 2'.

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Dilma, por sua vez, disse que se algo aconteceu não foi com o seu conhecimento, botando a culpa no PT. 

Quem acabou recentemente virou réu na Lava-Jato foi o ex-presidente Lula. Ele é acusado de tentar obstruir as investigações comandadas por Sérgio Moro, que neste ano recebeu o título de uma das cem personalidades mais influentes do planeta pela revista americana Time.  #Impeachment