O marqueteiro João Santana decidiu revelar os segredos mais bem guardados da presidente afastada Dilma Rousseff. De acordo com uma ampla reportagem da Revista Veja publicada neste fim de semana, os mistérios revelados são capazes de surpreender até petistas, que insistem em não querer perceber como nos últimos anos a legenda acabou se aparelhando à corrupção. João Santana passou meses na cadeia se recusando a revelar o que sabia, até que decidiu abrir a boca e chocar a todos. Em delação premiada negociada, ele foi questionado pelo juiz federal Sérgio Moro porque estava tão calado na sede da Polícia Federal na cidade de Curitiba, no Paraná. 

“Eu, que ajudei a eleição dela, não seria a pessoa que iria destruir a presidente”, disse Santana dando detalhes em seguida de como o que ele sabia poderia acabar com a vida eleitoral da petista.

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Como o processo de #Impeachment parece não ter volta, ele decidiu se ajudar e conseguir reduzir a própria pena. Santana geriu o dinheiro da campanha da companheira do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva. Muita dessa grana veio de caixa 2, a popular propina. Dinheiro que foi desviado da maior estatal brasileira, a Petrobras, que acabava fazendo negócios com muitos apoiadores financeiros da campanha de Rousseff. 

A cartada final de Santana e também confirmada pela mulher do marqueteiro, Mônica Moura, mostra eles avisando que Dilma não só sabia da corrupção e do caixa 2 de sua campanha, como também autorizou tudo ela mesma. Oficialmente, a primeira presidente eleita do país nega tudo, revela que não sabia de nada e que tudo de irregular, caso tenha acontecido, foi depois do fechamento da campanha e só envolve o marqueteiro dela e do #PT.

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Santana diz que chegou a relutar a aceitar fazer a campanha da petista, especialmente porque no seu primeiro pleito, em 2010, ele teve problemas para receber do partido. Rousseff então teria garantido que dinheiro não era problema e que haveria dinheiro paralelo, entenda-se caixa 2, que seria negociado com o então Ministro da Fazenda, Guido Mantega. #Dilma Rousseff