Após o Tribunal Superior Eleitoral solicitar ao presidente em exercício, Michel Temer, que permitisse a atuação das #Forças Armadas nas #Eleições 2016, o peemedebista autorizou a ação e sua decisão foi divulgada no DOU dessa terça-feira, 23.

Os locais onde os militares ficarão ainda não foram divulgados, mas de acordo com o pedido feito no mês passado, as localidades que contariam com esse contingente extra de segurança seriam as com maior problema de criminalidade na atualidade, como o Rio de Janeiro, onde diversos candidatos a vereadores já foram assassinados nos últimos meses.

Crimes contra candidatos

Nessa segunda-feira, 22, o candidato a vereador do PTB, David Silva, foi assassinado com vários tiros em Alagoas.

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Como crimes cometidos contra candidatos têm aumentado no Brasil, o delegado-geral da Polícia Civil de Alagoas, informou que todo crime de conotação política será investigado pela Divisão Especial de Investigação e Capturas, o Deic.

Já no último fim de semana, antes mesmo do fim das Olimpíadas no Rio de Janeiro, o candidato a vereador em Nilópolis, Oswaldo da Costa, e que já foi vice-prefeito da cidade, foi assassinado a tiros. Com esse último crime, soma-se 12 assassinatos de políticos só na Baixada Fluminense, nos últimos dez meses.

Dentre os crimes estão candidatos das eleições 2016 e até um vereador que cumpria seu mandato, Darlei Gonçalves. Os crimes não são focados em políticos de um único partido. Há vítimas do PTB (Partido Trabalhista Brasileiro), DEM (Democratas) e PSC (Partido Social Cristão).

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O Ministério Público Federal do Estado do Rio de Janeiro informou que descobriu, através de um departamento de inteligência da procuradoria, que existem candidatos que possuem a ‘simpatia’ de grupos milicianos, e que por sua vez, estes estão dispostos a se livrar dos candidatos que eles não apoiam.

Os crimes trouxeram muita preocupação quanto à segurança do estado nas eleições, sendo o motivador da solicitação das Forças Armadas atuando nas ruas de pelo menos cinco municípios durante o período eleitoral e também enquanto ocorrer a apuração das urnas eletrônicas. #Michel Temer