Por volta das 16h40, o presidente interino, #Michel Temer, tomou posse no Senado Federal, passando a ser o novo #Presidente da República. O presidente teve certa dificuldade para chegar ao Senado devido ao excesso de pessoas aglomeradas no Congresso Nacional, incluindo repórteres, fotógrafos, deputados, senadores e ministros.

O evento oficial e solene foi transmitido por emissoras de TV, além da estatal TV Senado, canais da internet e algumas rádios. Hoje, Temer fará sua primeira viagem oficial como presidente do Brasil, onde irá se reunir com a cúpula do G-20, na China. Na ausência de Temer e conforme dispõe a linha sucessória na Constituição Federal, Rodrigo Maia, presidente da Câmara dos Deputados, assume o cargo de presidente em exercício até o retorno de Michel.

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O #Impeachment

O impeachment de Dilma Rousseff se consumou nesta quarta-feira, 31, por volta das 13h30, quando por 61x20, o Senado entendeu que a ex-presidente cometeu crime de responsabilidade. Em seu pronunciamento após o impeachment, Dilma declarou que o Senado Federal cometeu um golpe de Estado, mas que ela irá recorrer da decisão. Também afirmou que Temer enfrentará forte oposição, como jamais vista, e que não encararia aquele momento como um adeus, mas sim como um ‘até logo’.

Dilma estava cercada de deputados, senadores, militantes e sua ex-equipe de governo. Lula também estava presente no pronunciamento de Dilma, que foi transmitido, ao vivo, pela página oficial da ex-presidente.

Apesar de ter sofrido o impeachment, Dilma não teve seus direitos políticos cassados e poderá exercer função pública, seja de natureza administrativa ou política, se assim o desejar.

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Instantes antes do término da sessão que destituiu Dilma do cargo, Kátia Abreu anunciou que a ex-presidente irá se aposentar.

A decisão de não cassar seus direitos políticos de Dilma foi contestada por alguns senadores, tanto que Cássio Cunha Lima e Ronaldo Caiado anunciaram para a imprensa que vão recorrer da decisão junto ao Supremo. Já José Medeiros, disse estar se sentindo traído com a decisão e que repensará se irá apoiar o governo de Temer, pois não achou certo fazer um acordo para livrar Dilma da inelegibilidade por oito anos, conforme determina a Constituição Federal.