O vice-almirante da Marinha e ex-presidente da #Eletrobras, Othon Luiz Pinheiro da Silva, foi condenado na noite desta quarta-feira, dia 03, a 43 anos de prisão pelo envolvimento em crimes relacionados à construção da Usina Angra 3, no Rio de Janeiro.

Alvo de investigação pelos chamados desdobramentos da operação coordenada por Sérgio Moro, esta fase da investigação denominada de Pripryat foi a primeira incursão no Estado do Rio de Janeiro e se concentrou em descobrir quais as atividades das empreiteiras já investigadas em esquemas de pagamento de propinas naquela cidade.

A prisão do  militar já havia sido feita em outubro de 2015, quando foi decretada a décima sexta fase da Lava Jato, chamada operação Radioatividade.

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As investigações começaram em Curitiba e foram transferidas para o Rio de Janeiro, após o Supremo Tribunal Federal (STF) decidir que o processo deveria ser julgado no próprio estado.  A denúncia foi feita pelo próprio Ministério Público (MP) e acatada pelo juiz da sétima Vara da Justiça Federal daquela cidade, Marcelo Bretas.  Além de Othon, deverá cumprir pena também a sua filha, Ana Cristina Toniolo e mais 15 acusados, dentre eles, executivos da Andrade Gutierrez e da Engevix e ex-diretores da Eletrobrás.

Othon Luiz é acusado de cobrar propina pelas obras de Angra 3, das empresas responsáveis pelo serviço. Além disso, o juiz decidiu pela condenação do acusado, ao constatar que o mesmo cometeu crimes de lavagem de dinheiro, formação de quadrilha, tentativa de se confundir as investigações e de remessa de valores não declarados para fora do país.

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Além de ter que cumprir pena, o militar foi condenado a pagar uma quantia de 1.218 dias-multa, onde cada dia deverá corresponder a meio salário mínimo. Seguindo a mesma linha, a sua filha deverá ser apenada em 160 dias-multa e a uma pena, em regime fechado, de 14 anos e 10 meses.

Com relação aos diretores das empresas envolvidas no pagamento de propina, o magistrado decidiu que José Antunes Sobrinho, da Engevix, deverá cumprir pena de 21 anos e 10 meses de reclusão. 

Após a divulgação das sentenças, conforme informado pelo portal de notícias G1, não foi possível o contato com os advogados de defesa de todas as partes envolvidas na sentença.  #Lava Jato #Corrupção