A tentativa do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva de denunciar o juiz federal Sérgio Moro na Organização das Nações Unidas (ONU), através de um manifesto endossado por mais de 200 pessoas, incluindo alguns ex-ministros de estado, ocasionou mudanças no funcionalismo do Supremo Tribunal Federal. O manifesto foi assinado por autoridades como o ex-ministro da Justiça, Eugênio aragão, o ex-conselheiro do CNJ, Marcelo Neves, o deputado federal Wadih Damous, além do subprocurador-geral da República, Carlos Vasconcelos. O texto direcionado ao presidente do STF, Ricardo Lewandowski, afirma que "embora o ex-presidente #Lula tenha deixado a presidência da República há seis anos, o mesmo continua sofrendo ataques preconceituosos e discriminatórios, além de tentativa de criminalização", reitera o texto endossado.

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A presidência do Supremo informou ao final, de que não tomou conhecimento sobre o teor deste documento.

Assessor do STF endossa

O assessor do ministro Teori Zavascki, relator dos casos de corrupção que envolvem as investigações da Operação Lava-Jato, Manoel Lauro Volkmer de Castilho, assinou o manifesto a favor do ex-presidente Lula. Ele pediu demissão ao magistrado da mais alta Corte do País, um dia após endossar o documento. Castilho exercia função em cargo comissionado no STF desde o mês de novembro de 2014. Ele é assessor técnico de Teori. Sua demissão, segundo Teori, refere-se à necessidade de garantia de isenção ao seu gabinete, embora Castilho não atuasse com os processos da Operação Lava-Jato, portanto, não atuante na área criminal.

O ministro Teori Zavascki reconheceu, entretanto, que houve um desgaste, em relação à participação de seu assessor no manifesto que apontava o ex-presidente Lula como "alvo de elites e oligarquias, descontentes com a ascensão da esquerda ao poder, com uma verdadeira caçada ao ex-mandatário do País, inclusive com apoio da grande mídia brasileira", segundo trechos do documento em prol do petista.

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Já Teori desconversou sobre as razões desse manifesto, em alusão ao que considerou "impertinente sua manifestação sobre o assunto, em razão de seguir seu modelo de trabalho, ao buscar resolver os problemas de maneira extremamente clara", afirmou o magistrado. #SérgioMoro #Lava Jato