Os investigadores da Polícia Federal, se depararam com uma descoberta inusitada onde menos poderia se imaginar: nas próprias dependências do Complexo Médico Penal, em Pinhais, região metropolitana de Curitiba, onde estão presos políticos e empresários, envolvidos no mega esquema de corrupção e distribuição de propinas, desviados dos cofres públicos da Petrobras. Dentre os presos lá detidos,  está o ex-ministro da Casa Civil e homem forte durante o período do governo Lula, José Dirceu. Na mesma prisão, dividindo a mesma cela com o petista, encontra-se detido o ex-deputado federal, Luiz Argôlo. O fato é que  foram  encontrados objetos, sem o consentimento da Operação Lava-Jato, da Polícia Federal. 

Objetos encontrados

Uma vistoria de rotina foi realizada no Complexo Médico Penal de Pinhais no início de agosto, onde foram encontrados dois carregadores de celular e pendrives na cela que é dividida entre Dirceu e Argôlo.

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Segundo a Secretaria da Segurança Pública e Administração Penitenciária do Paraná, haviam músicas e filmes contidos nos pendrives. A administração penitenciária encontrou os objetos escondidos dentro de uma sacola plástica. Porém, tanto José Dirceu, quanto Luiz Argôlo, não assumiram serem donos dos objetos. Como resultado da omissão quanto à posse dos aparelhos dentro da cela, foi aplicada uma punição por falta média nesta segunda-feira (15) a ambos os detentos. Os presos deverão estar proibidos de receber visitas familiares durante um prazo de vinte dias, como penalidade. Normalmente, as visitas familiares ocorrem durante às sextas-feiras. Entretanto, a Secretaria de Segurança Pública e Administração Penitenciária do estado do Paraná, delimitou que continuem ocorrendo como de costume, as visitas dos advogados defensores dos dois presos (Dirceu e Argôlo), conforme esteja em curso cumprimento da punição dada.

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Ainda de acordo com a Sesp, se caso ocorrer o cometimento de uma segunda falta média, a falta torna-se grave, de acordo com o sistema punitivo, e então, ocasionaria o retardamento da progressão de pena.  José Dirceu foi condenado pelo juiz Sérgio Moro, a 23 anos três meses de prisão em processo de corrupção passiva, lavagem de dinheiro e organização criminosa. Como ele já possui 70 anos de idade como atenuante, o juiz paranaense reduziu a pena do preso para vinte anos e dez meses de prisão. Já Argôlo foi condenado a onze anos e onze meses de prisão, pelo cometimento de crimes de lavagem de dinheiro e corrupção. #SérgioMoro #Lula #Lava Jato