O juiz Sérgio Moro decidiu nesta segunda-feira, dia 01 de agosto, pela soltura tanto de João Santana, considerado o marqueteiro oficial do Partido dos Trabalhadores (#PT), assim como de sua mulher, Mônica Moura. Ambos são acusados de envolvimento no esquema de recebimento de valores que seriam oriundos do chamado 'caixa dois' da campanha de reeleição de Dilma Rousseff. Para que possam deixar a prisão, eles deverão pagar uma fiança que corresponderá aos valores bloqueados nas contas correntes dos beneficiados pela Justiça, na época em que foram detidos.

Os advogados de defesa comemoram o fato e adiantam que seus clientes estão dispostos a colaborar com as investigações que deverão continuar sob o mesmo ritmo.

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O valor fixado da fiança de Mônica pela Justiça corresponde ao que estava em seu poder e será de R$ 28 milhões. Para seu marido, ficará em R$ 2,7 milhões. Este mesmo valor estava depositado em bancos rastreados pelas investigações da #Lava Jato. Um de seus defensores, Fábio Simantob declarou que eles estão em fase de negociação com a Justiça para a obtenção do instrumento de delação premiada. 

A decisão do juiz Sérgio Moro foi baseada após o próprio magistrado concluir que não existiam mais elementos que pudessem relacioná-los aos crimes de corrupção, o que não justificaria a manutenção da prisão preventiva. Além disto, ela foi tomada após a tomada de depoimentos tanto de ambos, quanto do operador Zwi Skornicki, que também serviu para isentá-los de quaisquer tipos de atos corruptivos. 

No seu despacho, Moro declarou que tanto o publicitário quanto sua mulher possuem uma situação muito diferente dos demais envolvidos no esquema investigado pela operação Lava jato.

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Ele referiu-se aos chamados profissionais da 'lavagem', empreiteiros, intermediários de empresas estatais, políticos e empreiteiros dispostos a pagar propina para a 'operação".

Apesar da decisão, o magistrado declarou que o fato não vai amenizar a culpa e a gravidade do envolvimento dos acusados nos esquemas de corrupção e frisou que as investigações deverão continuar.  #Dilma Rousseff