#Dilma Rousseff presidente eleita do Brasil com 54,5 milhões de votos estará participando com a ‘cara e a coragem’ no dia 29 de agosto na representação direta de sua defesa perante os representantes do Senado brasileiro, onde aproximadamente um terço dos seus componentes respondem na Justiça por processos criminais, caracterizando para alguns uma extrema inversão de papeis e valores. 

Na realidade, o julgamento de Dilma quer se justificar dizendo que a presidente cometeu crime de responsabilidade fiscal. Se for considerada culpada pelos ilustres senadores, Rousseff será afastada definitivamente da presidência da República; entretanto, até isso acontecer, uma das principais representantes do PT – Partido dos Trabalhadores, permanece constante e inabalável no enfrentamento do que considera “golpe de Estado”. 

Em 24 de agosto, quarta-feira, ocasião em que a presidente compareceu no que pode ser considerado talvez o seu último ato político formal em público (“Ato em Defesa da Democracia”), no teatro dos Bancários em Brasília, a mesma gritou em alto e bom som a seguinte frase: “hoje eu não tenho de renunciar, não tenho de me suicidar, não tenho de fugir para o Uruguai”, referindo-se a contextos históricos diferentes pelos quais viveu o país nas pessoas dos ex-presidentes Getúlio Vargas, Jânio Quadros e João Goulart respectivamente, mas sendo que todos eles tiveram de encarar situações de extrema adversidade política na época em que dirigiam o país. 

Rousseff durante o mesmo encontro fez questão ainda de reforçar que comparecerá a sessão no Senado em 29 de agosto, afirmando que “a única coisa que mata as parasitas antidemocráticas é o oxigênio do debate, da crítica e da verdade”.

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A presidente afastada disse que não se furtará ao direito de ir ao Senado, pois tem o intuito claro de defender os princípios democráticos e todo o projeto político que defende os interesses capitais de cada habitante deste imenso Brasil.

Dilma quer também que uma situação de #Impeachment como a que está acontecendo com ela, não tenha mais espaço e chance de ocorrer na sociedade e classe política brasileiras em geral. 

Segundo a governante Rousseff, este “golpe” que cai sobre ela como uma tempestade não tem muita semelhança com o golpe que os militares aplicaram em 1964, já que esse de 52 anos atrás, e que fez com que o Brasil permanecesse sob a ditadura dos Generais por 21 anos, é como se fosse alguém que tivesse desferido um golpe de machado, extirpando assim, os direitos mais fundamentais dos cidadãos.

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O que acontece com Dilma, segundo dito por ela própria, é algo similar a uma invasão de parasitas na “árvore da democracia”. #Crise-de-governo