Após a entrega de uma petição por parte dos defensores de Dilma junto à Organização dos Estados Americanos (OEA) para que o #Impeachment de Dilma seja anulado, o presidente Temer terá um prazo de sete dias para que, através do Itamaraty, ele possa dar explicações  sobre todos os trâmites do processo que tenta afastar a petista definitivamente do poder. A notificação foi entregue ao #Governo brasileiro na última terça-feira, dia 16.  Usando de precedentes históricos, a defesa da presidente afastada lançará mão de todos os recursos para reconduzi-la de volta ao cargo.

Após o aval do advogado de defesa de Dilma, José Eduardo Cardozo, os deputados petistas Paulo Pimenta (RS) e Wadih Damous (RJ) ingressaram com uma petição junto à OEA com a ajuda do advogado argentino Damiám Loreti, para que o processo de impeachment contra a petista possa ser suspenso no Brasil.

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A partir de experiências de países como  a Venezuela e a Colômbia, o governo Temer deverá dar explicações  sobre a legalidade do processo, assim como sobre possíveis recursos judiciais que Dilma poderia dispor para sua ampla defesa e quais seriam os objetivos do processo, cujos rumores de golpe ainda são fortes. A organização quer saber ainda quais serão os efeitos sobre os direitos políticos, caso a presidente seja definitivamente afastada e que seja explicado o argumento utilizados pelos autores de que a sua saída serviria para arrefecer os ânimos sobre a condução da Lava Jato.

O presidente interino Michel Temer terá que dispor da ampla cooperação do próprio ministério da Justiça, Itamaraty, Advocacia Geral e Casa Civil para que ele possa justificar todo o processo e deverá ainda ter a ajuda tanto do Senado quanto da Câmara para tentar derrubar o principal argumento petista de golpe contra a presidente afastada.

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Após acatar o pedido, a OEA deverá proceder a um criterioso exame de todos os argumentos que norteiam o pedido dos parlamentares brasileiros. Ele deverá opta entre emitir uma liminar que possa suspender o processo ou encaminhar a questão para julgamento na chamada Corte de Direitos Humanos. 

Os observadores internacionais são unânimes em questionar o efeito prático desta decisão. Eles se baseiam na discussão sobre a construção da usina de Belo Monte, na qual a decisão do órgão não surtiu nenhum efeito. Na ocasião, a própria Dilma ao se posicionar contra a OEA, mandou chamar seu representante brasileiro e suspendeu qualquer tipo de esclarecimento junto a mesma.  #Dilma Rousseff