Na sexta-feira, 12, o juiz Sérgio Moro aceitou a denúncia que havia sido feita na terça-feira pelo Ministério Público. Essa se refere a obras do Centro de Pesquisa e Desenvolvimento Leopoldo Américo Miguez de Mello (Cenpes), que faz parte da 31ª fase da operação que investiga desvios da Petrobrás.

O contrato em questão foi assinado em janeiro de 2008 entre a Petrobras e o Consórcio Novo Cenpes, com um custo inicial de R$ 850 milhões. Posteriormente, foram inclusos aditivos, fazendo com que o valor passasse para R$ 1 bilhão, sendo que cerca de R$ 20 milhões era para o pagamento de propina para representantes do #PT e funcionários de altos cargos na Petrobras.

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A denúncia resultou em mais 14 réus no processo em análise, entre eles estão Paulo Ferreira, do PT e Renato Duque, ex-diretor de Serviços da Petrobras. Os demais acusados faziam parte do esquema de pagamento de propinas e estavam envolvidos com o consórcio de serviço que engloba empresas como OAS, Grupo Schahin, Construtora Ferreira Guedes, Construbase e Carioca Engenharia.

A lista, porém, era maior e contava com 15 acusados, mas o nome de Ricardo Pernambuco Backheuser Júnior foi retirado por conta da colaboração com a Procuradoria Geral da República que revelou fatos relevantes para a investigação. Agora os 14 réus estão sendo investigados por lavagem de dinheiro, formação de cartel e fraudes no contrato. Quando procurada, a defesa dos acusados preferiu não se manifestar sobre o assunto, ou então não deu nenhum posicionamento.

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As provas

Para o juiz Sérgio Moro, o pedido de prisão preventiva foi emitido, e as apreensões feitas bastam para que as denúncias sejam recebidas. Muitas dessas provas, inclusive confirmam os depoimentos prestados na acusação. Além disso, com o depoimentos dos acusados surgiram novas provas no caso que colaborarão com o andamento da investigação.

Apesar das provas, os acusados terão 10 dias para apresentar as suas defesas acerca das acusações.  Dois dos acusados, Mario Frederico de Mendonça Goes e Pedro José Barusco Filho podem ter o processo suspenso devido a um acordo com o Ministério Público Federal e por já terem sido condenados em outra ação.

  #Lava Jato #Polícia Federal