A Polícia Federal deu início, na madrugada desta terça-feira (2) à operação "Resta Um", o 33º desdobramento da #Lava Jato, que investiga o maior escândalo de corrupção descoberto na Petrobras, durante os mandatos dos presidentes petistas Luiz Inácio Lula da Silva e Dilma Rousseff. O nome faz referência à última empresa de grande porte, a construtora Queiroz Galvão, a ser investigada por participação no cartel que desviou bilhões de reais em contratos com a estatal.

Ao todo, 32 mandados judiciais serão cumpridos pela PF nos Estados de Minas Gerais, São Paulo, Pernambuco, Rio de Janeiro, Goiás e Rio Grande do Sul.

Fraudes em licitações e pagamento de propinas para impedir investigações, pelo Senado, da CPI da Petrobras, são os crimes pelos quais a construtora é investigada.

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No Rio de Janeiro, foram presos Othon Zanoide de Moraes Filho, ex-diretor da Queiroz Galvão, e Ildefonso Colares Filho, ex-presidente da empresa. Ambos já estiveram presos na 7ª fase da Lava Jato, batizada de "Juízo Final", juntamente com Renato Duque, ex-diretor de serviços da Petrobras, mas uma determinação judicial os colocou em liberdade.

Um mandado de prisão temporária está em poder da PF contra Marcos Pereira Reis, um dos controladores do consórcio Quip S/A, cujas empresas integrantes também são suspeitas de fraudes em licitações com a estatal. Reis encontra-se fora do Brasil, segundo a PF.

Além das prisões dos dois executivos da Queiroz Galvão e do mandado de prisão contra Marcos Pereira Reis, a Justiça ainda expediu mais seis ordens de condução coercitiva e outras 23 de busca e apreensão.

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Na manhã desta terça-feira (2), policiais federais estiveram nas dependências do estaleiro e de um escritório da Queiroz Galvão, localizados no município de Rio Grande (RS), para a apreensão de computadores e documentos da empresa. A mesma operação aconteceu na capital paulista, no escritório sede da construtora, na Zona Oeste da cidade.

"Resta Um" investiga a formação de cartel que possibilitou aos seus participantes a obtenção de contratos com a Petrobras, além de apurar o pagamento de propinas a legendas partidárias e políticos que viabilizaram as fraudes nas licitações, bem como buscaram interferências para que a CPI da estatal, que tramitou no Senado em 2009, não fosse adiante.

O Ministério Público Federal já sabe que a Queiroz Galvão fez parte do cartel que enriqueceu empresas privadas de maneira vertiginosa, enquanto afundou a Petrobras em prejuízos da ordem de bilhões de reais.

Em propinas, cerca de R$ 10 milhões foram pagos pelas empresas investigadas Camargo e Corrêa, OAS, Odebrechet, UTC, Queiroz Galvão, Engevix, Mendes Júnior, Galvão Engenharia e Iesa.

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Os valores foram destinados a executivos de diferentes diretorias da Petrobras.

Há também indícios de que a Queiroz Galvão e o consórcio Quip S/A fizeram pagamentos de outros milhões de dólares que acabaram transferidos para contas secretas fora do Brasil.

Os objetos de investigação nesta fase da Lava Jato, são contratos para obras nas refinarias Landulpho Alves, Vale do Paraíba, Duque de Caxias, Abreu e Lima e nos complexos petroquímicos da Petrobras, no Rio de Janeiro.

Durante os anos de 2006 a 2014, contratos celebrados com a Petrobras entre as empresas do grupo Queiroz Galvão e consórcios dos  quaisl a empresa fez parte, custaram à estatal a incrível soma de cerca de R$ 9 bilhões de reais ou, exatamente, R$ 8.996.284.630,83. #Governo