Enquanto os senadores chegavam nesta segunda-feira (29) ao plenário para ouvir as palavras de defesa da presidente #Dilma Rousseff, as opiniões em relação à questão do #Impeachment se dividiam. Uma das questões que tem gerado bastante discordância é em relação ao uso da palavra “golpe”.

Os senadores que são favoráveis ao afastamento da presidente consideram o termo ofensivo e não acham que ele cabe no processo e nem no julgamento que está sendo feito. Já os senadores contra o impeachment apoiam o uso da palavra, dizem que se trata da liberdade de expressão e que faz parte de sua defesa.

O senador Aécio Neves afirmou que Dilma será recebida com todo o respeito para que possa se manifestar, mas que o uso da palavra “golpe” pode levar a manifestações dos presentes.

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Disse que tal colocação será ofensiva, e que questionará se o presidente do Supremo Tribunal Federal está presidindo um golpe.

Ele espera que a presidente reconheça os erros que o seu governo cometeu e que levaram à situação econômica e política que o país se encontra, além de prestar contas dos gastos.

O depoimento de Dilma começou às 10h, sendo que ela terá cerca 30 minutos para fazer a sua apresentação e defesa.

Outro impeachment em nosso país

Essa não é a primeira vez que o país passa por um processo de impeachment. O outro caso ocorreu em 1992, quando o então presidente Fernando Collor de Melo pediu a renúncia antes do encerramento do processo.

Hoje, Collor é senador e foi até ao Senado para participar da sessão do impeachment, o que não ocorreu nos outros dias de julgamento. Ele chegou cedo e cumprimentou algumas pessoas, entre elas Janaina Paschoal, que é uma das autoras do pedido.

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Outras pessoas que foram cumprimentadas por Collor foram Michel Temer e Ricardo Lewandowski.

Na semana passada, ele se reuniu com Dilma, em uma conversa reservada e que não teve o seu conteúdo revelado, solicitada por Collor. O senador, nas duas primeiras votações que ocorreram, votou a favor do afastamento da atual presidente Dilma Rousseff. #PT