O Impeachment da presidente Dilma Rousseff se aproxima e Cássio Cunha Lima (PSDB) disse que, pela estimativa, os que estão a favor para que a petista seja destituída do cargo majoritário do país somam 60 votos.

Mas Roberto Requião (PMDB-PR) falou que os que estão a favor de Dilma somam  31 votos, o que é suficiente para impedir o afastamento definitivo de Rousseff.

Entenda

Para que Dilma perca o cargo de presidente do país por definitivo é preciso que se obtenha 54 votos dos senadores a favor, no processo. Caso o quórum não seja atingido na votação ao final do julgamento, a presidente retornará ao seu cargo automaticamente, no comando do Brasil.

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A data exata da votação no Congresso ainda não foi estabelecida, mas o #Impeachment poderá terminar entre os dias 30 ou 31 de agosto.

O movimento político da base governamental e dos opositores deverá continuar grande e se manterá até o último dia do julgamento de Dilma. Para os aliados de Temer, o impeachment já está resolvido, pois acreditam na vitória.

A certeza

Os políticos favoráveis a Michel Temer acreditam que o afastamento de Dilma é causa ganha, pois eles têm como parâmetro o placar obtido, quando a governante se tornou ré no processo. O total na ocasião foi de 59 votos a favor e 21 contra.

Cássio Cunha, líder do PSDB no Senado disse que a votação a favor do impeachment poderá ser de 62 a 63 votos. Os aliados do atual presidente estão se desdobrando para alcançarem mais votos e, assim, garantir um placar mais elástico e, para que isso ocorra, eles estão à caça de Roberto Muniz (PP-BA), Otto Alencar (PSD-BA) e Elmano Ferrer (PTB-PL).

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Esses senadores, na última votação, foram contra para que houvesse o processo final de Dilma. Os que estão do lado de Temer querem reverter essa situação e fazer com que eles votem a favor, no julgamento final.

De acordo com a análise do senador Cássio Cunha, os votos poderão ser de 60 a favor e 20 contra no rito final do processo contra Dilma.

Segundo o senador, se Renan Calheiros votar, os votos irão para 61, mas as estatísticas, segundo ele, apontam para 62 ou 63.

Roberto Requião (PMDB) é favorável à presidente afastada e disse que os votos serão 31 contra o impeachment. Segundo ele, muitos políticos poderão mudar de opinião e votar pela volta de Dilma.

O voto

Renan Calheiros (presidente do Senado) não se posicionou se irá votar ou não, no dia do julgamento contra Dilma.

Na primeira fase, quando foi instalado o processo de responsabilidade fiscal contra #Dilma Rousseff, o presidente da câmara não quis votar. Na segunda etapa onde Lewandowski (presidente do STF) é o que comanda o processo, Calheiros também não votou para que Dilma se tornasse ré. Nesta terceira fase, Calheiros poderá votar, mas ainda não se decidiu. #Política