O plenário do Senado Federal aprovou por 59 votos a 21, na madrugada desta quarta-feira (10), o relatório do senador relator, Antonio Anastasia (PSDB-MG), que pede o impeachment da presidente #Dilma Rousseff. Com a aprovação do texto que condena a petista, a presidente afastada se torna ré no Senado e irá a julgamento.

A sessão se iniciou às 9h45 da manhã de terça-feira (9) e se estendeu pela madrugada de quarta. Renan Calheiros (PMDB-AL), presidente do Senado, abriu os trabalhos e passou a presidência na sequência a Ricardo Lewandowski, presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), que irá presidir as sessões a partir de agora. O juízo de pronúncia, fase atual do processo de #Impeachment, nada mais é do que o plenário do Senado referendar o trabalho da Comissão do Impeachment e aprovar a continuidade processo.

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Na sessão, o relator Antônio Anastasia teve o direito de falar por 30 minutos para apresentar seu relatório. Após a fala do tucano, foi aberta a fase de discussão, em que todos os senadores inscritos teriam o direito de falar por até 10 minutos. Como os senadores aliados a Michel Temer - PSDB e PMDB - preferiram não fazer uso da palavra para dar maior celeridade a sessão, sendo representados por Aécio Neves, apenas 47, de um total de 81 parlamentares, utilizaram o tempo determinado. Dentre eles, 29 foram a favor do impeachment da presidente, enquanto 18 se mostraram contrários a saída de Dilma. Acusação e Defesa também apresentaram seus argumentos após a discussão dos senadores.

A próxima fase, a 3ª do processo de impeachment, será o julgamento no plenário do Senado, em que é esperada a presença da própria presidente em pessoa para se defender.

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Caso Dilma seja derrotada, ela sairá em definitivo do cargo e perderá os direitos políticos por oito anos. Se for absolvida, assume imediatamente o cargo de presidente novamente. São precisos, no mínimo, 54 votos para aprovar o impeachment.

Acusações

A presidente é acusada por quatro crimes: as pedaladas fiscais no Plano Safra e a publicação de três decretos aumentando os gastos orçamentários sem a autorização do Congresso. 

Aliados da presidente apresentaram destaques com relação a dois dos três decretos e as pedalas solicitando que eles fossem analisados de forma separada.  O resultado da votação dos destaques relacionados aos decretos orçamentários foi o meso, 59 a 21. Já na votação referente as pedaladas fiscais houve uma pequena mudança. O resultado final foi de 58 votos favoráveis ao relatório de Anastasia e 22 contrários ao trabalho do tucano.

Julgamento

Segundo informações da Folha de S. Paulo, fontes ligadas a acusação informaram que irão adiantar os trabalhos e não usarão todo o prazo regimental.

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O periódico disse que o julgamento final e a votação do impeachment da presidente já poderá ser marcado para a partir do dia 23 de agosto.

Caso a data se confirme, Michel Temer pode viajar para a reunião da cúpula do G20, na China, nos dias 4 e 5 de setembro, como presidente efetivo do Brasil, sem a alcunha de interino.  #Dentro da política