"Abro mão do meu foro privilegiado" - a frase anterior foi manifestada nesta quinta-feira, 04, pelo juiz federal Sério Moro, que comparecia à sessão da Câmara dos deputados - simboliza a opinião de quem não tem ser investigado e que critica o fato dos políticos serem tratados de forma diferente pela constituição brasileira. Após falar a polêmica frase, o juiz que comanda a principal investigação do país, a Lava-Jato, levou a ira ao deputado Paulo Pimenta, do Partido dos Trabalhadores (PT). Ele começou a fazer um polêmico discurso que já havia sido manifestado em uma entrevista pelo ex-governador do Ceará Ciro Gomes, do PDT. 

Argumentos polêmicos

O deputado federal que defende a volta da presidente afastada Dilma Rousseff começou a citar que se Sérgio Moro estivesse na #Justiça dos Estados Unidos e que se captasse uma conversa entre Bill Clinton e Obama seria com certeza condenado, não importando o conteúdo dessa.

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Em seguida, Pimenta diz que a condução coercitiva do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva à Polícia Federal no mês de março teve como único intuito causar um furor midiático e que isso teria sido denunciado até por Ministros do Supremo Tribunal Federal (STF).

Após dizer tudo isso, Paulo Pimenta precisou ouvir. Coube ao deputado Eduardo Bolsonaro, do PSC do Rio de Janeiro, fazer a defesa de Sérgio Moro. Ele lembrou que a Justiça de cada país funciona de uma forma e quem não deve não teme. Eduardo ainda sugeriu que se o seu colega parlamentar estivesse incomodado em prestar esclarecimentos ao povo por ser uma figura pública, que começasse a vender água de coco na rua. O juiz federal da Lava-Jato preferiu não comentar as provocações de Pimenta e garantiu que seu único intuito ali era fazer com que os deputados fossem pressionados a votarem a favor das 10 medidas contra a corrupção elaboradas pelo Ministério Público. 

Veja abaixo o vídeo que mostra o momento em que o deputado petista acabou sofrendo uma 'humilhação' ao fazer um comparativo que defende a impunidade de políticos:

#PT #Impeachment