O processo de impeachment e o rompimento entre PT e PMDB no âmbito federal vai dar um novo rearranjo as coligações municipais. Unidos durante pelo menos a última década, petistas e peemedebistas agora trabalham em frontes diferentes, pelo menos é o que pode ser observado após os números apresentados pelo Tribunal Superior Eleitoral.

No pleito municipal de 2012, ainda quando Temer era vice de Dilma, o PMDB tinha 282 candidatos do PT como vice-prefeitos, ou seja, 12%. Agora em 2016, esse número caiu para apenas 124, algo que representa 5%. Já entre os petistas, eram 213 peemedebistas coligados como vice em 2012. Em 2016, esse número será de 76.

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PT perde espaço

Há quatro anos, quando foram realizadas as eleições municipais de 2012, o Partido dos Trabalhadores disputaram a prefeitura em 1.829 municípios. Quatro anos depois, nomeio de um processo de impeachment e como oposição pela primeira vez desde 2003, o PT irá concorrer apenas em 992 municípios, uma queda de 45,76%. Nas Câmaras de Vereadores não é diferente. De 40.960 para 21.629, um decréscimo de 47,19%. #Eleições 2016 #Dentro da política