Após o anúncio da data de votação que irá definir o destino do deputado federal afastado #Eduardo Cunha (#PMDB-RJ), feito pelo presidente da Câmara, Rodrigo Maia (DEM-RJ), na última sexta-feira, dia 12, os peemedebistas que apoiam o parlamentar a ser julgado se mobilizam no sentido de impedir que a sessão possa ser realizada. Para tanto, eles buscam o apoio de outra siglas aliadas ao bloco peemedebista para que no dia da votação, marcada para o próximo dia 12 de setembro, o plenário possa não ter número suficiente para colocar em votação tal questão.

A movimentação dos parlamentares em torno das negociações para o dia da votação do pedido de cassação de Cunha já começou a se intensificar nos bastidores do Congresso.

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Os peemedebistas estão mobilizados na tentativa de esvaziar a sessão e já começaram a buscar apoio na siglas que fazem parte do bloco peemedebista. São eles: PTB, PSD e PP, apelidados de 'Centrão'. A tendência é que muitos dos integrantes destes partidos acabarão aderindo ao movimento para livrá-lo da cassação. A intenção é que, no dia da votação, o plenário não possa contar com o número mínimo de parlamentares, que é de 400 deputados, conforme anunciado pelo atual presidente, Rodrigo Maia.

Apesar de toda a negociação, existe uma ala dentro do próprio PMDB que já se declarou contrária à permanência de Cunha. Dentre os seus representantes, podemos citar o deputado Vitor Valim (PMDB-CE) e Jarbas Vasconcelos (PMDB-PE). Para os que defendem a cassação, esta votação deverá marcar um dia histórico e ele arriscam o palpite de que serão poucos os políticos que deverão colocar a própria carreira à prova, frente a um opinião pública e à pressão popular que clama pela moralização da política brasileira. 

Para os parlamentares que ainda não se manifestaram sobre a questão, o silêncio parece ser a melhor saída.

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Quem ainda não ensaiou algum discurso, uma manifestação a favor do deputado afastado poderia representar, neste ano de eleições municipais, uma derrota antecipada nas urnas. Além disto, todos são unânimes em afirmar nos bastidores que votar contra um correligionário do peso de Cunha seria uma situação extremamente constrangedora. 

Além da pressão do próprio PMDB, o próprio Cunha não perdeu tempo e também tratou de usar toda a sua influência para pressionar seus fiéis colegas de bancada a se posicionarem a seu lado. Parece que chegou a hora do deputado cobrar a conta dos favores prestados na sua época de presidência da Câmara. Apesar disto, os opositores do deputado afastado não perdoam e já declararam que não vão recuar diante dos temores que os favorecidos do peemedebista possam ter pelo que ele poderá declarar. #Governo