Nessa terça-feira (23), a Polícia Civil cumpriu 14 mandados de busca e apreensão na Câmara Legislativa do Distrito Federal. Essas buscas se baseiam em uma denúncia, feita por Liliane Roriz (PTB), sobre um esquema de pagamento de propina na gestão das UTIs. A denúncia também inclui desvio de verbas que estão relacionadas à criação de emendas à saúde.

Além dos mandados de busca e apreensão, foram também efetuadas oito conduções coercitivas. Boa parte dos envolvidos fazem ou já fizeram parte da Mesa Diretora, entre eles Renato Andrade, Cristiano Araújo, Celina Leão, Raimundo Ribeiro e Júlio César. Ex-funcionários também foram levados para depoimentos acusados de também fazer parte do esquema.

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Em uma apreensão feita anteriormente no Palácio do Buriti, existem fortes suspeitas de extorsão, sem falar em áudios que denunciam o desvio de R$ 30 milhões para empresas que prestam serviço de UTI. Liliane Roriz informou que esse valor é referente a uma sobra orçamentária.

Celina Leão, uma das acusadas, falou que as acusações não procedem e que irá encaminhar documentos ao Ministério Público que provam que não houve nada de ilegal em relação aos recursos. Afirmou ainda que a emenda seria da deputada Liliane, e que se há alguma irregularidade, ela quem deveria responder.

Liliane estaria sendo julgada por um processo, pelo Tribunal de Justiça, que cassaria a possibilidade de sua reeleição. O julgamento só não ocorreu por falta de quórum e foi nessa mesma data que ela levantou a suspeita sobre os denunciados.

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A apreensão no palácio do Buriti

A apreensão no palácio do Buriti ocorreu no dia 17 de agosto, por conta de uma investigação de pagamento de propina no governo. Foram apreendidos documentos e computadores, peças resultantes de 10 mandados de busca e apreensão.

Essa ação teria sido motivada por denúncias feitas por Marli Rodrigues, presidente do SindSaúde, quem estaria sendo extorquida para liberar valores para servidores públicos. A Seplag também já havia informado no mês passado sobre um suposto pagamento de propina.

A investigação está sendo realizada pelo Ministério Público e do Governo de Brasília, que receberam denúncias e agora apuram o caso. #Crime #Casos de polícia #Polícia Federal