Logo no início do primeiro dia de julgamento de Dilma, alguns tumultos tomaram conta do Senado Federal. Além deles, surgiu o temor de que a advogada e uma das autoras do pedido do impeachment, #Janaína Paschoal, venha a bater de frente com #Dilma Rousseff, fazendo perguntas muito ‘inflamadas’.

O temor faz parte de muitos senadores da Casa, inclusive, os da acusação. Um dos senadores apoiadores do impeachment e que não teve seu nome revelado para a imprensa, teria ficado de conversar com os seus colegas para que eles aprovem que Janaína não seja escolhida para questionar Dilma na segunda-feira, 29.

Hélio Bicudo e Miguel Reale Junior também são advogados de acusação e coautores do pedido de impeachment de Dilma, mas haverá uma tentativa de que seja um dos dois a questionar a presidente afastada e não Janaína Paschoal.

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Os senadores que defendem Dilma, temem serem ridicularizados pela população após a sessão de segunda-feira. Isso porque imaginam que se Janaína atacar Dilma Rousseff, eles podem perder o controle e a sessão poderá se transformar em um ‘circo’, com direito a bate boca dos parlamentares da defesa e da acusação, além de Dilma Rousseff estar no centro dos desentendimentos.

Próximos passos do processo do impeachment

Após uma manhã de tumultos e desentendimentos provenientes de alegações feitas por Lindbergh Farias e Gleisi Hoffmann, ambos da defesa de Dilma, o Senado passará a tarde e parte da noite dedicando-se a oitiva de duas testemunhas da acusação. Existem seis testemunhas de defesa para serem ouvidas, mas é esperado que pelo menos cinco delas sejam ouvidas só na sexta-feira, 26. Os senadores podem fazer perguntas para as testemunhas e essa fase deve se encerrar no início da madrugada de sábado.

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Na segunda-feira, 29, os senadores ouvirão Dilma Rousseff e o parecer dos advogados de defesa e acusação. Depois os parlamentares poderão discursar e só depois de todos os discursos, será iniciada a fase final de votação. O veredito final deve sair entre dia 30 e 31 de agosto. #Julgamento do Impeachment